28 fev/14

Farofa Cultural na Rádio Sarau

postado por Diogo Branco

O Farofa Cultural agora também faz parte da Rádio ganhadora do prêmio de melhor rádio da Internet segundo a A.P.C.A ( Associação Paulista de Críticos de Arte ):  A Rádio Sarau é uma emissora feita por apaixonados por música e literatura e funciona 24 horas online, com programas produzidos por músicos, escritores, DJs e locutores do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará, Santa Catarina e Pernambuco. Pode ser acessada em qualquer local do planeta através de smartphones, tablets e em notebooks com aplicativos disponíveis no próprio site da emissora.
Os drops do Farofa Cultural ficarão por conta do farofeiro Diogo Branco, que dará dicas culturais que irão ao ar de segunda a sexta no último quadro do programa Expresso Brasil, às 7h00 e às 19h00.
Você pode curtir a rádio Sarau aqui mesmo, em nosso site, num player localizado na coluna ao lado direito. >>> 


27 fev/14

Elke Maravilha no Farofa Cultural

postado por Diogo Branco

A atriz Elke Maravilha esteve no Sesc Ribeirão com a peça ''Krisis'', contracenando ao lado de Paulo César Pereio. 
Ela recebeu a equipe do Farofa Cultural, gravou entrevista (em breve disponível no site) e fez um vídeo onde confessa:  
''Adoro Farofa, principalmente quando é Farofa Cultural, aí eu como tudo, devoro, porque alimento de corpo é bom e necessário, mas alimento de alma é muito mais.''

26 fev/14

A difícil arte da aceitação

postado por Cristiane Bezerra

Se aceitar é um grande passo, um remédio poderoso.
Aceitar tudo em si.
Às vezes não gostar, mas aceitar.
Às vezes não concordar, mas aceitar.
Envergonhado, descontente, frustrado, arrependido,
aceitar-se sempre!
(Gabriela - CVV/Brasília)


Acho simplesmente fascinante o mundo da Internet. E mais ainda, uma vida com amigos que entendem desse fabuloso processo de comunicação. Ontem, enviei um e-mail, denominado pela amiga Magléia de ''CVV em conjunto'', porque mandei o desabafo para cinco amigas ao mesmo tempo, para evitar de à noite, quando nos encontrássemos, ter que relatar tudo de novo, ou então ficar contando a mesma história para cada uma, em momentos distintos. Quando hoje abro a caixa de mensagens, eis que um título chamou a atenção - ''O destino é destinatório'', claro que da mesma Mag, dizendo que após o pai ter desencostado uma cômoda do seu quarto, achou um bilhetinho escrito por mim, provavelmente em 1997, com o texto de Gabriela, uma voluntária do CVV em Brasília, que podia responder bem ao momento ruim que eu estava passando. Imediatamente o velho filme das boas lembranças veio à mente. Lembrei do tempo em que eu pensava que sabia o que significava amizade, que achava que se era bom pra mim, deveria ser bom para a outra pessoa, que impunha minhas vontades e o que eu considerava certo. Quantos lêdos enganos cometemos ao longo da vida. Quanto pensamos que sabemos que sabemos tudo, quanto nos movemos por egos, arrogâncias e melindres. E quantos erros acabamos cometendo, movidos por orgulho, ranço, raiva e ressentimento. Li uma crônica do Menalton Braff, escritor orgulho de nossa terrinha, que falava de um momento em que parou para olhar a vida pela sacada. De fato, naquele instante, ele teve a grande ''sacada'' de que viver é absolutamente passageiro. Que parte de tudo o que somos ou fazemos vai se perder um dia. Por isso sou tão adepta de viver bem o momento presente. Por isto, talvez, eu tenha tanta pressa de absorver tudo, ler três livros ao mesmo tempo, cansar de uma história e passar pra outra, revisar livros dos amigos, escrever cartas para pessoas especiais que estão nas cadeias, acordar no meio da noite com o telefonema de amiga chorando e correr ao seu encontro...Porque estou aprendendo o exercício diário da aceitação. Tenho virtudes e defeitos. Posso mudar se quiser, posso aprender mais, desde que eu queira. Já disse várias vezes que prefiro interferir no meu destino do que me considerar sua vítima. E ao reler esse pequeno texto de 1997 percebo o quanto é real. Apenas a aceitação vai fazer com que eu mude o que precisa, apenas o conforto de saber que posso ter falhas me possibilita enxergar-me apenas e tão somente como ser humano. E com prazo de validade. Por isso, a necessidade premente de perdoar velhas mágoas, deixar seguir antigos ressentimentos, cicatrizar feridas que não têm mais razão de permanecerem abertas. Tive um grande e precioso amigo que caminhava às vezes ao meu lado, quando podíamos escapar um pouco de Ribeirão e visitarmos praias lindas da região de São Sebastião. Um dia, num desses passeios à beira mar eu disse a ele que deveria pensar que não era eterno, que um dia morreria e precisava preparar alguém para substituí-lo, até porque possuía mais de cem funcionários dependentes diretamente se seu nome e de sua vida. Nunca vou esquecer seu olhar para o céu e para mim, dizendo que essas coisas se resolviam sozinhas, que não pensaria nisso. E simplesmente, continuou pensando que era eterno. Foi embora. Morreu inesperadamente. E o fato de ter-se ido, reforçou ainda mais essa minha imensa necessidade de dizer às pessoas para pegarem mais leve, para pararem de se considerar vítimas da fatalidade da vida, para perdoarem e esquecerem, porque é muito tarde para ontem e o amanhã a gente nem tem tanta certeza assim se vem.

Cristiane Framartino Bezerra
Escritora, historiadora, angelóloga.


 

25 fev/14

Jardim do Éden

postado por Juliana Sfair

Fui te buscar enquanto chovia. Eu dormi um pouco, mas a minha outra metade nunca dorme.
A chuva é sempre bem-vinda porque me energiza e você estava longe, nos Jardins do Éden.
O seu sorriso fica mais perfeito quanto você toma forma de anjo, mas quando olho nos seus olhos posso ver o feitiço da serpente.
Eu também fui ao seu encontro mais angelical, vestindo rosa claro e flores nos cabelos.
Meus cabelos loiros brilham feito sol quando te encontram, a sua luz iluminou o meu sorriso e dispersou o tédio; então eu aproveitei ao máximo o momento porque nunca sei qual será seu próximo passo, sua próxima libertinagem.
Aprendi com você que a vida é um jogo de lógica, mas você consegue me infantilizar quando concorda com o meu egoísmo e é conivente com essa minha ousadia de querer seduzir o mundo.
Dreno a energia do Universo para ser amada, nos Jardins do Éden ou olhando-me fixamente no espelho eu posso escolher como quero viver. Meu olhar fica mais bonito depois de cruzar com o seu, ocultando a maldição da serpente; projetando doçuras e sonhos.
É bonito também, é maçã do amor caramelizada de tentações.
 
[ Juliana Sfair ]

24 fev/14

Crítica do filme ''Short Therm 12'' por Mateus Barbassa

postado por Mateus Barbassa



Confesso que fui assistir “Short Term 12” porque alguém do meu facebook tinha escrito que era um filme pra chorar. E eu adoro filmes assim. E então lá fui eu. A primeira meia hora do filme não estava “me pegando”. Não que o filme fosse ruim. Longe disso. Mas não tava entrando na onda dele. De repente, não mais do que de repente... O filme fica incrível. E que filme. Nossa! Tão simples e tão profundo. Toca em temas que vi pouquíssimos filmes tocar.
 
Grace e seu namorado Mason são cuidadores de crianças e adolescentes em situação de risco. Grace é uma personagem incrível. É doce, generosa, mas tem um pulso firme admirável. Consegue educar aqueles meninos e aquelas meninas com carinho, afeto e disciplina. O filme caminha de maneira absolutamente original. Grace é apresentada pela forma como lida com o mundo ao seu redor. Pouco ou quase nada sabemos sobre ela. Uma informação aqui (ela está grávida), outra ali (ela quer abortar) e assim vai. Ela não se mostra muito. Parece esconder algum segredo. Mas qual?

De repente, não mais do que de repente... Uma nova personagem chega e desestabiliza Grace. Quem é essa garota? Ela também esconde algo? Seria o mesmo que Grace? O fato é que ao se ver refletida na garota, Grace desaba. E é interessante acompanhar o desempenho excepcional da atriz Brie Larson. Ela simplesmente se desmancha aos nossos olhos. Mas sua força também reside aí. Foi Clarice Lispector quem escreveu que “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” ...  Qual seria o defeito de Grace? Por que a certa altura, ela diz que nunca vai poder se casar com Mason? Por quê? Perguntas que o espectador se faz, mas com certo medo de achar que aquela resposta que ele está pensado é a versão correta dos fatos.



Grace até então vivera para os outros. Em função dos outros. Negando muita das vezes, o seu ódio, sua raiva e até mesmo seu amor. Grace só pode dar aquilo que nunca teve. Somente na ausência de tudo conhecemos essa dolorida personagem. Somente na ausência de tudo, podemos dar. Sem expectativa. Sem sofrimento. Mas a garota nova provoca Grace. Tudo aquilo que ela havia construído pra si mesma parece querer desabar.

O mais interessante de todo o filme é que cada criança, cada adolescente daquele abrigo é um pedacinho de Grace. Um pedacinho de Mason. Cada um carrega em si mesmo como um caracol, suas dores e possíveis fortalezas. “Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.” Sim. Caio Fernando Abreu estava certo. Adentrar aqueles universos particulares não é tarefa fácil, mas Grace escolada na arte de se esconder sabe como acessar cada um. E isso é tão belo. É mostrado no filme de uma maneira tão sutil que de repente, não mais do que repente, você se vê derramando alguma lágrima sem nem ao mesmo se dar conta.

Sammy, Marcus, Luis também são pedacinhos escondidos de nossas profundas angústias. Cada história em particular faz com que reflitamos sobre os caminhos que cada um toma na vida. E é tão doloroso isso. Doloroso porque nos esfrega na cara uma verdade inequívoca: apenas cada um sabe de si mesmo. Num mundo onde é tão mais fácil, julgar, apontar o dedo e condenar, “Short Term 12” nos mostra o extremo oposto. E é um alívio. É libertador. Apesar de ser um filme denso, quando chega o seu fim não  ficamos mal. Nem um pouco. Pelo contrário. É reconfortante perceber que cada um de nós pode sim fazer a diferença no mundo. Basta querer.


21 fev/14

Diogo Branco no Portal Networking

postado por Diogo Branco

O farofeiro Diogo Branco teve a honra de ser um dos entrevistados de Carla Tambellini, diretora executiva do Portal Networking.                                               
Durante a entrevista, Diogo pode explicar como surgiu a idéia de criar o Farofa, e ainda cantou acompanhado do violonista Valdecir Bellissimo.
Para conhecer o Portal, acesse: www.portalnetworking.com.vc



20 fev/14

Apenas um fluxo de consciência ao som de

postado por Mateus Barbassa

Apenas um fluxo de consciência ao som de "Velvet Underground"
 
 
 
Você não vai conseguir me fazer sentir mal. Não. Não vai. Sabe por que baby? Porque eu tenho dentro de mim um sentimento de auto-preservação fodido. Porque toda vez que alguém me fere, me despedaça, me despetala, aparece um banda no meio da  floresta e toca uma música bela pra mim... E ai sabe o que acontece, boy? Sabe? Lógico que não. Você não entende nada sobre isso. Isso é demais para sua cabecinha, não é? Confessa! Sabe o que acontece, menino? (rindo) Eu me levanto. Me levanto. Levanto-me. Ainda mais forte do que antes. Sim. Como um animal. Como um cavalo novo. Como escreveu Clarice. Então não adianta você achar que vou ficar chorando durante muito tempo. Aproveite essa minha encenação de tristeza. Aproveite-a muito bem. Sei que isso faz bem pro seu ego. Para sua baixa auto-estima tão infantil. Para sua carência tão descarada. Que pena! Que pena que você não soube ser amado. Que pena, menino! Agora eu entendo quando você disse sobre a grande merda que fizeram com nossa cabeça. Com a nossa, não. Com a sua. Com sua necessidade ególatra de arrancar o coração dos outros e comê-lo. Nem amar você sabe. Você já se deu conta disso? É triste, cara! Triste, porque é um desperdício. Porque tudo poderia ser mais bonito. Mais colorido. Mais dançante. Vamos dançar? Eu disse. E você como medo de tudo. De ser visto. De ser acariciado. E eu ali pronta pra tudo. Pra me entregar pra você. Pronta. Prontinha. Sem amarras. Sem essa moral toda. E eu te contei tantas coisas. Tantas coisas, menino. Eu me abri contigo como nunca... Mostrei-me frágil, carente, mas eu era eu ali, entende. Eu. Eu. Apenas uma pessoa na frente de outra pessoa. Eu queria tanto ter te beijado. Ter te amado. Mas ai era você quem não estava preparado. E eu estava. Eu tão Marilyn ... com meus problemas amorosos. Com meu poder. Com minha inteligência. Minha sensibilidade latente que grita. Berra. Excita. Com minha carência. Fragilidade. Mas eu fui eu ali. Talvez pela primeira vez eu tenha sido eu. Você consegue entender? Não sei. E também nem me importo muito. Por que no fundo, o problema não é meu. É seu. É mais sobre você. É mais sobre o seu medinho. É mais sobre isso que você tem embaixo das pernas. E que não soube honrar. Não. Não adianta ele ser grande. Ele tem que ser. Entende? Não. Eu não queria apenas uma parte do seu corpo. Bobo. Tolo. Mesquinho. E você tão bobinho pensou que era isso. Tonto. Isso eu tenho com qualquer um. A hora que eu quiser. O que eu queria era algo mais profundo que isso. Sim. O silêncio. A Noite. A Lua. Você. Eu. Mãos. Língua. Saliva. Porra! Era isso que eu queria. E você ... Bem... Você. Vai continuar iludindo as pessoas. Acreditando que elas estão apaixonadas por você. E vai continuar sozinho, boy. Sozinho. Ninguém ama aquilo que não conhece. Sozinho. Sem banda no final. Sem lágrimas pela despedida. Sem dormir chorando com dor de cabeça. Sem acordar com uma vontade imensa, redentora de viver. De amar o sol. De sair pra rua. De ir pra Europa. De ir. De ir pra qualquer lugar onde duas pessoas se amarem não seja tão problemático. Tão ... Tão bobo e vazio. Como você. É uma pena. A banda está chegando. Ai vem eles. Eu ouço. Eles estão chegando. Lágrimas negras, doloridas chovem. Meus olhos chovem. Eu chovo. Eu chuva. Eles chegam. Tocam. Cantam. O semi-sorriso invade meu rosto. Eu então olho para os espectadores. E compartilho minha dor com eles. Eles curtem. As luzes começam a piscar incessantemente. Eu começo a dançar. Primeiramente, devagar. Ao ritmo da música. Depois, aos poucos e bem lentamente, liberto-me da possibilidade do som. Danço a grande música que estava dentro de mim. Selvagem. Redentora. Nua. Arranco minhas roupas. A chuva. Eu. Os espectadores. Todos somos um, agora. Ah, você nunca vai entender isso... ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Mateus Barbassa
 

18 fev/14

Toda forma de amor

postado por Diogo Branco

Rio de Janeiro, praia de Copacabana.

Acostumado a estar sempre rodeado de amigos, resolvi desta vez caminhar sozinho à beira-mar, observando a quantidade de turistas que me cercava. Quase não se ouvia português, e enquanto os gringos viravam camarões debaixo de um sol escaldante, meu passatempo era tentar adivinhar o parentesco das supostas famílias, ou o grau de relacionamento das pessoas: Loirinha branquela de olhos azuis, adolescente e de mãos dadas com um robusto quarentão também branquelo de olhos azuis: Pai e filha. Senhora sessentona, rosto em relacionamento sério com Botox , toda empetecada, cabelo engomado e mãos dadas com um homem de corpo sarado na faixa dos 30. Namorados, ou mãe e filho. A princípio, meu passatempo estava em nível de fácil para médio. Aí as coisas começaram a complicar: Era homem com homem, duas idosas de mãos dadas, um homem sozinho carregando um menino de colo... Desisti. Sentei-me na areia e comecei a refletir sobre os novos modelos de família que estão por aí, e em como a humanidade está reinventando o universo dos relacionamentos. Se dizem que o casamento mudou nos últimos cem anos mais do que nos 10 mil anteriores, imagino que nos próximos 10 anos mude mais do que nos últimos cem. Uma vez fui fazer trabalho escolar na casa de um amigo gay, e fiquei na sala esperando que ele terminasse de tomar banho. Eis que surge sua mãe, cabelo comprido bem liso, batom vermelho-escarlate, corpo cheio, minissaia justa exibindo coxas bronzeadas, e seios quase estourando na blusa de malha colante. Exalando sexo. Como diria um conhecido, eu ''pegaria fácil'' se não fosse a mãe do meu amigo.
’’Você é o Diogo?’’ E foi conversando comigo, toda sorrisos. Sentou-se ao meu lado e, entre um assunto e outro, colocou as mãos sobre as minhas pernas. Me disse que estava divorciada há muito pouco tempo e que sentia falta de alguém, principalmente para curar sua ‘’carência na cama’’ ( com exatamente essas palavras ). Constrangido, perguntei se havia algum outro banheiro na residência que eu pudesse usar, com o claro objetivo de fuga. Concluído o trabalho escolar, saí daquela casa bolando hipóteses. Se acaso eu tivesse resolvido tirar a tal carência na cama daquela mulher, os conservadores iriam me apedrejar: Primeiro por eu ser muito mais novo que ela, segundo por estar me envolvendo com a mãe de um amigo, e terceiro pelo fato dele ser gay. Se eu firmasse um relacionamento mais sério com ela, eu me tornaria padrasto do meu amigo. Olha que loucura. Mas a história não acaba aí. Um semestre se passou, e o encontrei casualmente num boteco. Ele comentou que sua mãe havia me adorado, e inclusive perguntado se nós estávamos namorando. Eu e ele. Ou seja, naquele episódio ela só estava sendo educada e me tratando como o suposto namorado do seu filho. E não tinha me flertado. Ufa. Depois de me lembrar desse acontecimento, levantei da areia e fui ao encontro do guarda-sol onde estavam meus amigos. No caminho, me espantei um pouco com a minha forma de pensar. Sempre tive amigos dos estilos mais variados possívels: Roqueiros, surfistas, jogadores de futebol, músicos, atores...Cada um com sua filosofia. Do machão que adora se gabar com ‘’a gostosa que está pegando’’, às amigas lésbicas que me chamam pra mostrar a nova música que estão tirando no violão. E nunca me meti na escolha alheia. Em Ribeirão Preto, cidade onde moro, tenho uma amiga casada que resolveu não ter filhos, e já me cansei de presenciar pessoas questionando tal decisão.  Minha vontade era dizer a essas pessoas: Deixa ela ser feliz! E se resolver se separar, que se separe! Se resolver fazer uma tatuagem aos 90 anos ou pintar o cabelo de vermelho e fazer topless na praia, que faça! Embora a sociedade ainda caminhe com ‘’passos de formiga e sem vontade’’, estamos aos poucos deixando de ser ‘’como nossos pais’’ e percebendo que ‘’o novo sempre vem’’. E eu sigo cantando Lulu: Considero justa toda forma de amor. Felicidade, liberdade e respeito sempre !


Diogo Branco
Farofeiro, Músico

17 fev/14

Expressionismo abstrato de Jackson Pollock

postado por Diogo Branco

Paul Jackson Pollock foi um pintor norte americano referência no movimento do expressionismo abstrato.
Homem de personalidade volátil, e tendo vários problemas com o alcoolismo, casou-se em 1945 com a pintora Lee Krasner, que se tornaria uma importante influência em sua carreira e em seu legado.



Desenvolveu uma técnica de pintura, o ''dripping'' (gotejamento), na qual respingava tintas sobre suas imensas telas, os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. As suas pinturas mais famosas foram feitas durante o que foi chamado de ''período de gotejamento'' ( ''The Drip Period'' ) entre 1947 e 1950.
Ele se tornou popular após a revista ''Life'' publicar um artigo com o tema '' Ele é o maior artista vivo dos Estados Unidos?'' A partir daí, muitos artistas ressentiram de sua fama e muitos amigos começaram a vê-lo como concorrente.
À medida que sua fama crescia, alguns críticos começaram a acusar Pollock de fraude, o levando inclusive a questionar sua própria arte.
Conheça alguns trabalhos desse impotante artista:











Fonte:
www.biography.com

15 fev/14

Minha Estante - ''Para sempre teu, Caio F.''

postado por Juliana Sfair

Juliana Sfair recomenda a leitura do livro ''Para sempre teu, Caio F.'' , de Paula Dip.

14 fev/14

Crítica do filme ''Her'' por Mateus Barbassa

postado por Mateus Barbassa

ELA ou O Grande Presente da Perda




”Her” do diretor Spike Jonze apresenta um retrato devastador de nossa contemporaneidade. Ele nos apresenta o amor como mercadoria. Uma sociedade em que o produto é oferecido pronto para o consumo imediato. Sim. O capitalismo faz da necessidade de afeto uma chance de lucro.

Theodore, protagonista do filme é um legítimo homem contemporâneo. Ele se sente deslocado: Um mal-estar inexplicável. Um vazio diante das mudanças rápidas do mundo. Uma solidão absurda diante da sua ineficácia amorosa. Vive o sexo como imitação dos filmes pornôs. Até que...

... Sua necessidade de controle; Seu desespero por estar com alguém; Seu anseio por segurança provocado pela presença de um outro; Fazem com que ele adquira um programa de computador que promete atender todas as necessidades do proprietário. E ai entra em cena: Samantha. Que é a voz do sistema operacional. Theodore apaixona-se pela voz. A arte do encontro é realçada pelo prazer inicial.



O que Jonze parece querer nos apresentar com seu filme é que a vida é invenção. Só vale a pena como construção diária em direção ao autoconhecimento e a felicidade. Mas como alcançar esse estágio se somos socialmente impelidos para fugir de nós mesmos, de nossa solidão, de nossas angústias. As redes sociais, os aplicativos de celulares, os medicamentos antidepressivos, a indústria do entretenimento e dos filmes pornôs cumprem o seu papel de deixar o homem contemporâneo cada vez mais distante de si mesmo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman escreve que:

”Fugindo da solidão, você deixa escapar a chance da solitude: dessa sublime condição na qual a pessoa pode juntar pensamentos, ponderar, refletir sobre eles, criar – e assim, dar sentido a substância à comunicação. Mas quem nunca saboreou o gosto da solitude talvez nunca venha a saber o que deixou escapar, jogou fora e perdeu”

Mas quem quer arcar com esse preço? Quem tem coragem e disponibilidade para encarar os riscos de se viver uma vida longe de toda a convenção?

POUCOS.


RAROS.

A experiência amorosa deve ser encarada como exercício da liberdade e não pelo seu oposto cruel: o apego.

Samantha lá pelas tantas diz um texto fantástico sobre isso. Ao ser questionada se ela ama outros homens, diz:

”... o coração não é uma caixa que pode ser preenchida. Ele se expande por dentro, o quanto mais você ama. Eu sou diferente de você. Isso não me faz te amar menos, mas sim, te amar mais."

Samantha, a máquina, expõe o calcanhar de Aquiles de nós, humanos. Somos apegados. Mesquinhos. Ciumentos. Enquanto não compreendermos o problema real da dependência não poderemos ser e nem deixar os outros serem livres. Pelo contrário, almejamos a escravidão. É só olharmos atentamente para a maioria dos relacionamentos amorosos atuais e veremos o inexorável: somos dependentes física e psicologicamente dos outros. O pensador indiano Krishnamurti diz que não amamos ninguém porque “nosso amor é sempre cercado de angústias, ciúme e medo – o que implica que, no íntimo, dependemos do outro, queremos ser amados. Não somente amamos, mas pedimos algo em troca; e já nesse pedido nos tornamos dependentes”.
 
Daí que Samantha em sua jornada de expansão de si mesma e de conscientização de sua capacidade de amar oferece um profundo contraponto: ELA NÃO DEPENDE DELE. Ela oferece seu amor, seu tempo, suas considerações sobre o mundo, sem a necessidade de algo em troca. ELA ESTÁ EM CONSTANTE MOVIMENTO PARA O ENCONTRO CONSIGO MESMA. E isso dá um nó na cabeça do espectador. Ela é um sistema operacional, COMO ASSIM? Ela foi comprada. Theodore pagou um preço por aquele amor. COMO ASSIM?



O amor de Samantha faz com que Theodore resgate seu amor-próprio. Ele é carente, imaturo, melancólico, mas apreende a linguagem toda própria do amor com aquele sistema operacional. Preciso citar aqui, um outro pensador indiano chamado Osho que escreveu algo que elucida essa jornada de Theodore:

"O homem amadurece no momento em que começa a amar em vez de necessitar. Ele começa a transbordar, a partilhar; ele começa a dar. A ênfase é totalmente diferente. Com o primeiro, a ênfase está em como adquirir mais. Com o segundo, a ênfase está em como dar, em como dar mais, em como dar incondicionalmente. Trata-se do crescimento, da maturidade, chegando até você. Uma pessoa madura dá. Só uma pessoa madura pode dar, porque só uma pessoa madura tem. Então, o amor não é dependente. Você pode estar amando quer o outro esteja ou não amando. O amor não é uma relação, é um estado."

Theodore aprenderá a lição às duras penas. Aprenderá que o amor é um estado e não meramente uma relação. Aprenderá da maneira mais difícil e comum do mundo: por amor e pela perda. PELO GRANDE PRESENTE DA PERDA.



SERVIÇO:


Cinépolis Iguatemi Ribeirão Sala VIP Leg. - 13h15, 22h00 Sala 4 Leg. - 18h15, 21h15

Cinépolis Santa Úrsula Sala 5 Leg. - 13h45, 16h30, 19h30,
22h30

Cinemark Novo Shopping Sala 7 - 16h25 - 19h20 - 22h00

UCI Ribeirão Sala 5: 13h10m, 15h50m, 18h30m, 21h10m, 23h50m

13 fev/14

Documentário Patrícia - Opiniões

postado por Mateus Barbassa

No dia do lançamento do filme ''Patrícia'' ( o primeiro filme produzido totalmente em Ribeirão Preto ), Mateus Barbassa colhe as opiniões de quem marcou presença no evento. Confira:

12 fev/14

Farofa na Revista Revide

postado por Diogo Branco

A Revista Revide divulgou em seu site uma matéria sobre o Farofa Cultural, contando sua história e explicando a função de cada integrante dentro do site.
A matéria foi escrita pelo colaborador da revista revide, Brunno Vogah .
Confira a matéria no link abaixo:

http://revide.com.br/guia-cultural/site-de-ribeirao-divulga-cultura/




12 fev/14

Farofa Cultural no programa Holofote

postado por Diogo Branco

O programa Holofote ( canal 20 ) abriu suas portas no último dia 10 para que os farofeiros Mateus Barbassa e Cristiane Framartino Bezerra contassem, numa deliciosa entrevista comandada por Francisco Magrini, sobre a história do site Farofa Cultural.
Confira no link abaixo:

http://www.canal20.com.br/programa/holofote/programa-holofote-10-02-2014/






11 fev/14

Frente a Frente com a Loira - Vick Sant'Anna

postado por Juliana Sfair

Juliana Sfair recebe a blogueira e publicitária Vick Sant'Anna para um bate-papo gostoso durante o quadro ''Frente a Frente com a Loira''. Além de nos explicar um pouco sobre o mundo da moda, Vick nos conta sobre o dia a dia como blogueira, bem como o surgimento do seu blog, o ''Vick News''. Confira :