28 out/15

Entrevista com Uyara Torrente, da Banda Mais Bonita da Cidade

postado por Mateus Barbassa



A Banda Mais Bonita da Cidade nasceu em 2009, da vontade de reinterpretar as canções que amava. Teve sua carreira propagada em 2011 após publicar na internet seu vídeo Oração (um dos mais vistos em todo o mundo, com mais de 15 milhões de visualizações) e gravou seu primeiro disco pelo sistema de crowdfunding (ajudando a difusão do conceito de Financiamento Coletivo e destacando a banda pelo empreendedorismo em sua gestão).

 

Atualmente a banda está finalizando a turnê do seu segundo disco de estúdio: O Mais Feliz da Vida, e se apresentou no Teatro de Arena em Ribeirão Preto na última sexta-feira. O show foi trazido pelo Sesc e contou com plateia lotada. 

O Ator e Diretor de Teatro, Mateus Barbassa, conversou com Uyara Torrente, a vocalista da banda.



 

25 out/15

Candido Portinari - Vida e Obra

postado por Diogo Branco



Candido Portinari foi um artista plástico brasileiro.

Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão. Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

Depois de estudar na Escola Nacional de Belas-Artes no Rio de Janeiro, Portinari viajou para a Europa e, desde então, passaria a ser influenciado pelas correntes da pintura moderna, em especial o cubismo e o expressionismo. Foi o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior, com a tela Café.




Seu trabalho é conhecido mundo afora graças aos painéis que fez para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, e para a sede da ONU, em Nova York.



Esse último trabalho, intitulado Guerra e Paz, apresenta os temas que Portinari costumava retratar: a mãe com o filho morto, o retirante e o trabalhador. Grande parte de suas figuras humanas não possuem rostos e revelam o sofrimento advindo da pobreza.



Quer conhecer mais sobre a vida e obra de renomados artistas plásticos como Portinari?
É só acessar a nossa categoria Galeria.
Imperdível.  Arte e cultura você encontra sempre aqui, no Farofa!




22 out/15

Zélia Duncan lança "Antes do Mundo Acabar"

postado por Diogo Branco

Antes do mundo acabar, ela precisava cantar seu samba.
Zélia, que já flertava com o ritmo desde seu primeiro álbum - Outra Luz - no qual ainda se apresentava como Zélia Cristina, julga o atual momento de sua carreira como ideal para se aprofundar nesse universo. Em "Antes Do Mundo Acabar", encontramos uma cantora plena e realizada por finalmente cantar o seu estilo preferido.




Não espere por mais um álbum de samba feito por uma intérprete de MPB que resolveu se aventurar neste já tão preferido universo brasileiro. Zélia Duncan beirou o impossivel ao criar algo inédito dentro do mundo do samba. Recebido muito bem pela crítica nacional, seu novo álbum é impar por ter conseguido timbrar uma personalidade própria. São 14 faixas, quase todas autorais feitas em parceria com laureados nomes da estirpe de Arlindo Cruz, Zeca Baleiro e Pedro Luís. 

O álbum abre com o tambor de macumba do percussionista Thiago da Serrinha, que, junto com os violões de Marco Pereira e Webster Santos, integra com maestria a pequena escola de samba que conduz a sonoridade deste álbum. Há um ar de descontração e leveza do início ao fim do álbum. Um samba descontraído de Paulinho da Viola - Pintou um Bode - ganha agora a voz grave de Zélia, 26 anos após ter sido lançado pelo compositor carioca. Outras promissoras faixas são "Olha, o Dia Vem Aí", samba cotidiano repleto de leveza, e "No Meu País", que suaviza uma discreta crítica social com sua melodia.





Com a turnê prevista para começar em 2016 (por estar com agenda lotada este ano), a cantora nos convida a um elegante passeio pelas várias vertentes do samba em seu mais novo álbum, todas dotadas de estilo próprio e timbre inconfundível. O disco que Zélia prometia a si mesma há muito tempo, agora pede passagem. E cheio de personalidade.








Diogo Branco trabalhou como músico profissional e é quem traz as novidades musicais ao site. Já cantou em barzinhos pequenos e grandes festivais. Não apóia preconceito musical e garante:  De Beethoven à Aviões do Forró, tudo vale. E tudo passará por aqui.

Quer divulgar a sua banda no site? Então escreva para farofaculturalribeirao@gmail.com



21 out/15

Reequilíbrio - Juliana Sfair

postado por Juliana Sfair

Reequilíbrio

 

Prefiro a troca cultural, o debate, dicas de filmes, a vida em sua totalidade; do que posturas tão previsíveis e tediosas.

Perante a uma realidade que estimula comparações e competições, levando uma grande maioria a desenvolver doenças psicossomáticas, acredito que a única forma de fazer a diferença, é consumir e compartilhar conhecimento.

Mais poesia, mais arte, mais leveza. Reequilíbrio.

 

 

Juliana Sfair

Escritora

20 out/15

Obrigado, Yoná!

postado por Mateus Barbassa




 

O ano era 1995 e eu era apenas um adolescente. Na televisão passava uma novela com uma proposta bem diferente. Eu era apaixonado por "A Próxima Vítima" do Sílvio de Abreu. Não perdia um capítulo. Criava mil teorias. Uma personagem me chamava a atenção: Carmela. A irmã boa no covil de cobras da Família Ferreto.




Ela era vivida pela atriz Yoná Magalhães e sua história era bastante peculiar. Ela, mulher bem mais experiente, vivia uma romance com um rapaz bem mais jovem que ela. (E eu ainda nem conhecia Madame Clessi de "Vestido de Noiva" do Nelson Rodrigues). A trilha sonora era "Bizarre Love Triangle" da banda australiana Frente! e eu amava aquela música. Demorei muito tempo pra saber quem cantava aquela música que me emocionava todas as noites. É, não tinha google naquela época e só soube quando comprei o LP da novela com o Selton Mello na capa. Escutava toda hora. A melancolia daqueles versos pareciam feitos sob medida para mim. Mais tarde fiquei sabendo que a música era uma versão, que a original era cantada pela banda New Order, mas contrariando muita gente, minha versão preferida dessa música é a que tocava na novela. Mais tarde vi o clipe na MTV e meu amor  aumentou ainda mais. Na novela, a Yona Magalhães arrasava. Muito difícil se destacar fazendo uma "mocinha" numa família de "vilãs e vilões", mas ela conseguia. Confesso que cheguei até mesmo a pensar que ela era a assassina do carro preto. Lembro até hoje de uma capa da revista Contigo! que dizia exatamente isso.




Alguns anos se passam... E eu estou chorando assistindo ao filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e lá está a mesmíssima Yoná Magalhães com o Othon Bastos numa cena maravilhosa, forte, telúrica ao som de "Bachiana n°5 do compositor Heitor Villa-Lobos. Hoje, vinte de outubro de dois mil e  quinze, acordei com a notícia da morte de Yoná e lembrei dessas coisas. Lembro também dela vivendo Tonha em "Tieta". Eu era somente uma criança quando essa novela foi ao ar, mas lembro de gostar de ver a personagem dela em cena. Sim. Uma grande atriz que me marcou afetivamente. Senti necessidade de falar sobre isso. Nunca sei direito o que escrever ou o que falar quando alguém morre. Acho tudo meio piegas e cafona, por isso prefiro lembrar dela enquanto artista. Obrigado, Yoná! 

 

 

Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema


18 out/15

Crítica Filme "Beira-Mar"

postado por Mateus Barbassa



"Tem gente ao meu redor que não me deixa com medo de ir pra praia, mesmo sabendo que eu posso me perder por lá. Mas eu prefiro arriscar."
 
Aquela sensação de que há algo a ser comunicado mas que não se sabe direito o que é, nem como isso merece ser verbalizado. É sobre isso que fala "Beira-Mar", filme brasileiro dirigido pela dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Aqueles dois meninos personificam dúvidas, rebeldias clichês, uma certa melancolia de não se ser nem mais crianças e ainda não ter se tornado adulto. O filme é extremamente simples e se contenta em apenas mostrar um final de semana longe de casa. Esse aspecto transitório é necessário para colocar os personagens longe das pressões familiares, longe das certezas e um pouquinho mais perto de si mesmos. É um filme de desconstrução. Um pequeno e singelo movimento de coragem diante da mentira do mundo. 

 

Os poucos diálogos giram em torno da vida normal de qualquer jovem. São realistas e podem parecer "vazios". Mas essa é a intenção. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman escreveu em "Amor Líquido" que o fracasso no relacionamento é muito frequentemente um fracasso na comunicação. Por isso que o que importa aqui é o "não dito". Aquilo que está latente, mas que ainda não desabrochou. É uma obra silenciosa, melancólica, física. E os atores Mateus Almada e  Maurício José Barcellos concebem seus personagens de maneira naturalista, transitando com eficiência entre a ingenuidade e a descoberta do desejo, sem perder a ternura e a sensação de que ainda há algo para ser vivido dentro e ali fora.




Eles estão à deriva e a descoberta da sexualidade propiciará um encontro consigo mesmo e com a liberdade do momento em que é assumido todos os medos, amores, desejos. A fantasmagoria desaparece e pela primeira vez é possível se encontrar com o imponderável de si mesmo. Por quanto durará essa sensação? O que acontecerá a seguir? Não se sabe. Essa indefinibilidade do futuro é a toda nossa jornada amorosa na terra. Talvez essa seja a beleza da vida. Os momentos são efêmeros  mas deixam marcas eternas.








Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema


 

15 out/15

Long line: a nova camiseta básica

postado por Beatriz Oliveira

Sempre coloco inspirações para os homens em algumas matérias, mas como sei que grande parte dos leitores do Farofa Cultural se interessam pelo assunto, resolvi falar mais sobre moda masculina por aqui.



Tendência norte-americana, a long line ou oversided tee, caiu no gosto dos brasileiros. A nova modelagem tem o mesmo tamanho padrão da camiseta comum, só que o comprimento vai abaixo da cintura. É bem comum ver esse tipo de camiseta nos looks de rappers e jogadores de basquete.



Outra versão é a long tail que tem o comprimento maior atrás, como se fosse uma "cauda", como o próprio nome fala.
Práticas, modernas e descoladas, elas podem ser básicas e neutras, estampadas, lisas com a barra estampada ou com mangas 3/4 de outra cor.







Vocês podem combinar com coletes e jaquetas jeans ou de couro, jaquetas varsity, aquela colegial sabe? Bermudas ou calças.
Os baixinhos devem ter cuidado, pois como o comprimento achata você pode parecer mais baixo.





Dois artistas americanos que sempre são vistos com a peça são os cantores Justin Bieber e Kayne West. No Brasil, o sertanejo Lucas Lucco também aderiu à moda.



Onde comprar? Tem em duas lojas online: a Asos (
www.asos.com) e na Alie Express (www.aliexpress.com). Você também pode procurar na Forever 21 ou Topman.

Se você não encontrar para comprar, uma dica é escolher uma camiseta um ou dois números maiores e levar para a costureira para ajustar a parte que ficar larga, como as mangas.

E aí, vocês usariam? Qual assunto você querem ler por aqui? Mande a sua sugestão ou comentário para o e-mail contato@cochichosebrioches.com









Bia Oliveira é jornalista e apaixonada pelo mundo da mora.
Quer conhecer mais sobre o seu trabalho? Então acesse
Cochichos e Brioches

14 out/15

Lisbela e o Prisioneiro recontado em Musical

postado por Diogo Branco

O palco do Theatro Pedro II receberá o musical circense "Lisbela e o Prisioneiro" no próximo dia 15 de Outubro. Adaptado aos palcos pelas mãos da escritora Francisca Braga, um universo circense lúdico e criativo promete encantar o público presente.



O texto original do pernambucano Osman Lins, escrito em 1964 que já foi filme e especial de TV, foi adaptado para os palcos pelas mãos da escritora Francisca Braga que apresentará ao público em universo musical circense, repleto de criatividade e imaginação.

Na trama, Leléu (Luiz Arújo) é um artista mambembe que chega na cidade de Vitória de Santo Antão com seu circo, após se engraçar com a mulher de um matador de aluguel, o vilão Vela de Libra (Dan Rosseto) Na cidade, Leléu conhece Lisbela (Ligia Paula Machado) que está de casamento marcado com Douglas (Beto Marden), porém ambos se apaixonam, tornando-se prisioneiros deste amor.



O elenco, composto por oito atores, oito músicos e três acrobatas circenses apresentarão diversos números de cirso como trapézio, lyra, tecido acrobático, corda indiana, malabares, clown, mágica e acrobacias de solo coordenados pelo artista circense Roger Pendezza que optou por uma concepção, baseada no artista mambembe brasileiro. Além disso o espetáculo ainda tem coreografias de ballet, forró, samba, roller dance e ballet contemporâneo, idealizadas por Ligia.

O repertório musical da peça irá contar com consagradas canções de Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos, Filipe Catto, Caetano Veloso, João Pernambuco, entre outros com os arranjos do maestro e diretor musical Dyonisio Moreno, que arranjou as músicas regionais dando a elas uma levada pop rock ao mesclar intrumentos regionais com eletrônicos.

SERVIÇO:
Lisbela e o Prisioneiro - O Musical Circense
Data: 15/10/15 (quinta-feira)
Horário: 21h
Local: Theatro Pedro II
Endereço: Rua Álvares Cabral, 370 - Centro.
Maiores informações: (16) 3977-8111


13 out/15

Esfiha de carne - Receita em Vídeo

postado por Carol Quartim

Que tal aprender uma deliciosa receita de esfiha de carne preparada pela chef Carol Quartim?



Se você já acompanha nossa categoria "Gourmet", sabe que por aqui já passaram receitas de dar água na boca, não é? 

Desta vez, disponibilizamos para você um vídeo produzido pela chef, como parte do programa #LoveMadeFood, e com participação especial da Maria, sua filha.

Imperdível! Confira:




Ingredientes:

500 ml de óleo
1 colher de sobremesa de açúcar
1/2 colher de sobremesa de sal
1 colher de sobremesa cheia de fermento biológico seco
100 ml de água morna
2 xícaras de farinha de trigo
300g de patinho moído
2 tomates sem semente cortados em quadradinhos
1 cebola pequena cortada em quadradinhos
Pimenta Síria
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sobremesa de tahine
Sal


Modo de Preparo:

Misture o óleo, o sal e o fermento, depois a água morna seguido da farinha de trigo aos poucos, ai vai misturando até a massa ficar lisa.
Deixe crescer enquanto prepara o recheio.
Para o recheio, refogue a cebola, depois coloque a carne, o sal, a pimenta síria, quando a carne estiver bem cozida, coloque os tomates e o tahine, e refogue por mais 3 minutos.
Espere esfriar e monte as esfihas.
Abra a massa fina, e corte em círculos.
Recheie e feche em forma de triângulo, coloque em uma forma untada com óleo e asse em forno pré-aquecido a 180 graus por aproximadamente 20 minutos, ou até ficar levemente dourada.


*

 



Carol Quartim é mãe da Maria, corinthiana, cozinheira e vencedora do programa "Cozinheiros em Ação" do canal GNT
IG: @carolquartim

12 out/15

Elza lança o já histórico "A Mulher do Fim do Mundo"

postado por Diogo Branco

Elza Soares sempre foi ousada. Seja pela maneira de cantar, seja pela sua atitude sobre o palco, ou seja por relatar suas opiniões polêmicas no melhor estilo "doa a quem doer". Agora, ao lançar seu 34° disco, Elza resolve ousar ao gravar o primeiro disco composto apenas por canções inéditas. "A Mulher do Fim do Mundo" transita por gêneros diversos em suas 11 faixas. Samba (que não poderia faltar), rap, rock e e eletrônico estão presentes no disco, que traz também arranjos sobrepostos por distorções e dissonâncias.



O álbum começa com "Maria da Vila Matilde", onde escutamos a história de uma mulher que ameaça chamar a polícia caso o marido torne a espancá-la. "Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim". Por ser a primeira faixa, conseguimos ter uma idéia do que virá pela frente. O disco, além de relatar a violência doméstica, também aborta temas como a homofobia e o racismo. Já na faixa "A Mulher do Fim do Mundo" (Romulo Fróes/ Alice Coutinho), homólogo ao disco, Elza como a narradora que viu e viveu tudo, perdeu dois filhos e agora vai registrar o apocalipse sem meias palavras. A canção traduz a alma do disco, e torna a nos mostrar a cantora sem papas na língua. 

Em entrevista recente a um jornal paulistano, a artista explicou sua necessidade de abordar temas tão pesados em suas canções:
"Com o microfone na mão, eu preciso falar. Não posso me calar".

O disco, recém lançado, também é recheado de palavrões, inclusive em alguns de seus títulos. É como se ela sugerisse que palavrões são naturais em um tempo sem delicadezas. O lirismo não tem vez nas faixas deste álbum, que traz a realidade nua e crua. A cantora, no auge de seus 78 anos, deixa neste álbum mais um recado para nós, e parece não se cansar de lutar pelas temáticas que a trouxeram até aqui.

O álbum completo "A Mulher do Fim do Mundo" está disponível no Youtube.









Diogo Branco é o farofeiro apaixonado por música. De Bach à Calpypso, tudo vale e tudo passa por aqui.
Quer divulgar a sua banda aqui na categoria "Música" ? Fale com a gente pelo e-mail farofaculturalribeirao@gmail.com


10 out/15

Contém Glúten

postado por Mateus Barbassa



O gênero teatro pós-dramático é reconhecido e aplaudido no mundo todo. Aqui no Brasil, no entanto, muitos ainda torcem o nariz pra esse tipo de teatro. Alegam que é hermético, mal ensaiado, mal feito, que isso e que aquilo. No nosso país, alguns poucos grupos se aventuraram por esse tipo de montagem, com resultados variáveis. A dança contemporânea é quem melhor tem se saído nessa abordagem. Mas o que seria esse tal de pós-dramático? Sendo bem direto, é um teatro em que não há a velha relação de dependência ao texto. Se antes, tudo existia era única e exclusivamente por causa do texto, agora essa relação se expande para todas as outras funções de uma peça. Daí que a luz, o figurino, o cenário, a trilha, a presença do ator, etc etc etc tem o mesmo peso do texto. Não há mais uma necessidade de um começo, um meio e um fim especifíco. O teatro pós-dramático mostra uma situação, não mais necessariamente ficcional. Tudo é teatro, sobretudo, a ambigüidade entre o que é real e o que é ficção. Aqui tudo tem o mesmíssimo valor.
 


Fiz esse prólogo um pouco extenso para falar sobre a peça “Contém Glúten” do Grupo Engasga Gato de Ribeirão Preto. Sim. Porque a peça é uma experiência pós-dramática. E das boas. Daquelas que honram o gênero. O grupo nos apresenta uma performance da presença física de um ator (Fausto Ribeiro) num cenário que se parece com muitas coisas. Pode ser uma prisão, um ringue de luta, uma obra da Louise Bourgeois. Ou tão somente a “casa” desse homem defrontado com o vazio existencial diante do suicídio de uma galinha chamada Bete. A respiração, o ritmo, a palavra enquanto som e não apenas significado e o agora da presença corporal tomam a frente da obra. A narração é direta ao público, não há necessidade da quarta parede, tudo é pra fora. O corpo também é voz e nós (espectadores) experienciamos o real, o agora, o já. A relação entre ator e platéia é imediata, urgente. Sabemos do que aquele homem fala, sem nem ao menos conhecê-lo. Entendemos suas dores e angústias porque também somos ele. Metamorfoseamos-nos nele. Assim como ele se torna a galinha. É um jogo de sentidos e olhares aqui. Pura metonímia.
 

 
Mas quem é essa galinha, afinal de contas? Não há uma única resposta possível. Cada espectador verá sua própria representação. Assim como a barata de “ A Paixão Segundo G.H.” de Clarice Lispector ou “A Metamorfose” de Kafka é preciso passar pela experiência para não mais apenas entender, mas sentir, ser, tornar-se. Para mim, essa galinha representou a perda de algo morno e ingênuo que vamos deixando pelo caminho... O que é? Talvez nem precise de tantas elucubrações assim... Talvez seja algo muito fácil (mas, não menos dolorido e belo): a manifestação de um homem diante de sua própria humanidade falhada.


*



Mateus Barbassa é ator e diretor teatral.




08 out/15

A Banda Mais Bonita da Cidade se apresenta em Ribeirão

postado por Diogo Branco

 

A banda paranaense nasceu em 2009 da vontade de seus integrantes de criarem interpretações próprias a canções compostas por poetas e músicos curitibanos. Teve sua carreira propagada em 2011 após publicar na internet seu vídeo “Oração” (um dos mais vistos em todo o mundo) e gravou seu primeiro disco pelo sistema de crowdfunding, conceito pouco conhecido no Brasil na época. Em 2015, com o lançamento de seu primeiro DVD (gravado de forma totalmente independente), a Banda Mais Bonita da Cidade se consolida como uma das referências da nova mpb.



 
SERVIÇO
Data: 23/10
Local: Teatro Arena
Horário
: 20h30
Duração: 3h
Classificação: 16 anos
Preços: R$ 17,00 (inteira)R$ 8,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante)R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e seus dependentes – CREDENCIAL PLENA)
Ponto de venda: SESC  RIBEIRÃO

06 out/15

Anitta apresenta seu mais novo álbum, BANG!

postado por Diogo Branco

♪ 

"Quero que esse trabalho seja como um tiro certeiro. Uma coisa avassaladora"

Com capa pop assinada pelo diretor de arte Giovanni Bianco, o terceiro álbum de estúdio de Anitta,
Bang!, chega ao mercado fonográfico a partir de 13 de outubro de 2015 em edição da Warner Music.



A cantora, que divulgou recentemente na web as fotos de divulgação do novo trabalho, disse à edição online da Vogue: "Estava ansiosa para mostrar as fotos para as pessoas. Quero que esse trabalho atinja todas as idades e públicos. Que o álbum seja um tiro, uma coisa certeira, avassaladora."

Giovanni Bianco, diretor criativo que que assina o conceito, já trabalhou com laureadas artistas como Madonna. Da rainha do pop ele participou dos álbuns Confessions on a dancefloor, Hard candy e MDNA.

Previsto de início para ter sido lançado em setembro, o disco foi precedido pela edição do single Deixa ele sofrer (Anitta, Jefferson Junior e Umberto Tavares), música incluída no álbum em duas versões, a original e a acústica que fecha Bang!. No disco, gravado com convidados como o grupo carioca de rap Cone Crew (na faixa Sim), o rapper paulistano Dubeat (em Gosto assim) e o funkeiro carioca Nego do Borel (em Pode chegar), a cantora e compositora carioca de funk pop dá voz a 14 músicas. Eis - na ordem do álbum de repertório pop - as 15 faixas de  Bang!:
 
1. Bang
2. Deixa ele sofrer
3. Cravo e canela - com Vitin
4. Parei
5. Essa mina é louca - com Jhama
6. Atenção
7. Gosto assim - com Dubeat
8. Show completo
9. Volta amor
10. Sim - com Cone Crew
11. Pode chegar - com Nego do Borel
12. Eu sou do tipo
13. Deixa a onda te levar
14. Me leva a sério
15. Deixa ele sofrer - versão acústica








Diogo Branco é farofeiro e apaixonado por música

 

04 out/15

Sandro Botticelli

postado por Diogo Branco



As pinturas de Botticelli são eternas: o uso intenso de simbolos confere mistério tanto a elas quanto ao seu criador. Se o jovem Alessandro não tivesse convencido o pai a interromper seu aprendizado como ourives, o mundo seria privado de um dos maiores pintores da Florença renascentista. Felizmente, o menino conhecido como Botticelli, que significa "barrilzinho", tornou-se aprendiz do mestre da Alta Renascença Fra Filippo Lippi, que pôs seu pupilo no caminho da grandiosidade.


Acima, O Nascimento de Venus, uma das pinturas mais conhecidas do mundo.



O estilo do próprio Lippi é evidente em boa parte dos primeiros trabalhos de Botticelli, que adquiriu o gosto do mestre pela decoração extravagante e por um forte senso de forma. Quando Fra Lippi se mudou para Spoleto, Boticceli começou a trabalhar com os pintores e escultores Antonio Pollaiolo e Andrea del Verrocchio. Estes dois artistas preferiram retratar figuras bem definidas, com ênfase no naturalismo. Botticelli admirou e copiou a abordagem escultural deles.

Em 1470 ele já era um pintor independente em Florença, com seu próprio ateliê e sua primeira encomenda: Alegoria da fidelidade (1470). Seu talento logo atraiu a atenção da poderosa família Medici que, encantada com os trabalhos históricos seculares, o tratamento dado aos temas míticos e religiosos e sua habilidade como retratista, encheu-o de encomendas. E eles não foram os únicos. Em 1481, o Papa Sisto IV chamou-o a Roma para criar afrescos para as paredes da Capela Sistina. Botticelli estudou os estilos artísticos florentinos, a pintura dos altares, afrescos e pinturas circulares de todos os tamanhos, criando composições harmônicas de paisagens fantásticas e figuras emotivas e cheias de vida.

O estilo e o comportamento de Botticelli se alteraram radicalmente na velhice, sob influência do padre dominicano Savonarola. Suas pinturas ficaram menores e os temas se tornaram apocalipticos e angustiados. Já no fim da vida, ele se dedicou à antiga ambição de ilustrar a Divina Comédia, de Dante Alighieri (1308-1321), mas a saúde precária interrompeu seu sonho.




Autorretrato de Sandro Botticelli.


02 out/15

Bibi Ferreira canta Sinatra em Ribeirão

postado por Diogo Branco

Depois do sucesso "Bibi canta Piaff", a cantora e atriz Bibi Ferreira apresenta agora um novo espetáculo de sucesso, "Bibi canta Sinastra"



O show conta com repertório de canções conhecidas na voz de Frank Sinatra, incluindo "Cheek To Cheek", "Night And Day" e "My Way". Em 74 anos de carreira, Bibi já encarou grandes desafios: cantou Edith Piaf, Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Dolores Duran, Chico Buarque, entre outros. Cantar Sinatra não seria diferente. Conhecida pela ousadia, ela é a primeira mulher a fazer um espetáculo só com músicas interpretadas por ele. A ideia do show surgiu de uma brincadeira nos bastidores, em torno de um certo temor que o cantor tinha, que a atriz chama de “efeito Sinatra”: o medo de abrir a boca para cantar e a voz não sair. Chamado de “A Voz” por sua modulação aveludada, Frank Sinatra tinha especial admiração pela bossa nova e gravou vários sucessos do maestro Tom Jobim. Neste show, acompanhada por orquestra de 18 músicos, Bibi passeia pelos principais sucessos de Sinatra e pelas canções de Tom que ele interpretou majestosamente. 

SERVIÇO:
"Bibi Ferreira canta Sinatra"
Data: 10/10/2015
Horário: 21:00
Local: Theatro Pedro II
Endereço: Rua Álvares Cabral, 370 - Centro
Maiores informações: (16) 3977-8111