30 dez/15

Melhores do Ano: Televisão

postado por Mateus Barbassa

Melhor Novela: “SETE VIDAS”



"É de delicadeza que nós estamos precisando agora". 

Durante toda a novela fiquei refletindo sobre essa frase dita pela Blanche DuBois na peça "Um Bonde chamado Desejo". Talvez ela explique o sucesso dessa novela e o efeito que ela causou nos seus espectadores. Licia Manzo tratou dos temas mais espinhosos de maneira delicada, com muito diálogo, mas também muito silêncio e imagens belíssimas. Acima de tudo, a autora foi corajosa de não terminar sua novela da maneira que todos esperavam. Não houve casamento, nem gravidez, nem sequestro da mocinha pela vilã. Não teve mocinha, nem vilã, nem herói. Teve a vida e suas destinações fatais e sedutoras. Teve personagens frágeis, encharcados de um lirismo nada clichê. "Sete Vidas" foi uma novela humana, demasiado humana. Todo o elenco da novela deu conta do texto difícil e dos personagens muita vezes contraditórios. Destaque para Débora Bloch, Domingos Montagner,  Maria Eduarda de Carvalho, Isabelle Drummond, Michel Noher, Malu Galli, Cláudia Mello, Gisele Fróes, Letícia Colin, Fábio Herford, Leonardo Medeiros, Guilherme Lobo.
 
Melhor Série TV Aberta: "FELIZES PARA SEMPRE? 



Bebendo na herança da dramaturgia do nosso melhor autor, Nelson Rodrigues, a série "Felizes para Sempre?" buscou esmiuçar toda a hipocrisia que ronda os relacionamentos humanos, sobretudo os amorosos e familiares. Sem nenhuma concessão, a série construiu-se narrativamente de maneira elíptica, sem entregar tudo de cara. Brincando com o desejo sexualizado do público. Expondo todo o cinismo da instituição chamada "sagrada família brasileira" a série cutucou uma ferida exposta e foi até mesmo cruel quando personificou a solidão que todos aqueles personagens estavam. Afinal, qual o lugar do desejo e da culpa numa sociedade toda galgada em mentiras cristãs?


Melhor Programa de Televisão: “TÁ NO AR”
 

Em sua segunda temporada mostrou que dá pra fazer humor sem humilhar as pessoas. Marcelo Adnet e sua trupe fizeram um programa crítico, sem deixar de ser muito engraçado.


Melhor Reality Show: "LUCKY LADIES BRASIL"



O que dizer de um programa capitaneado pela funkeira Tati Quebra-Barraco selecionando e treinando cinco mulheres para um grande show final? Era tiro, porrada e bomba. Era babado, confusão e gritaria. E como se já não bastasse tudo isso, o reality contava com a participação mais que maravilhosa da MC Carol, funkeira, gorda, feminista, que fez o Brasil inteiro se apaixonar por ela e suas músicas polêmicas.

Melhor Participante de Reality Show: MARA MARAVILHA




O que seria da edição desse ano de “A Fazenda” sem a participação de Mara Maravilha? Contando com participantes desconhecidos do grande público e com carisma abaixo de zero, a apresentadora deitou, rolou e protagonizou essa edição. Suas frases enfáticas, seu jeitão amalucado e engraçado, fizeram à alegria das redes sociais.
 
 
Melhor Cena do Ano: O encontro dos irmãos de “SETE VIDAS" no Parque de Diversão.


O texto de Licia Manzo é de um preciosismo arrepiante. Ela constrói sua trama abrindo mão de todo e qualquer clichê novelesco (não existe mocinhos e vilões, nem situações forçadas). No entanto, nessa cena comovente quase não há texto, os irmãos (são filhos de um mesmo doador e se encontraram já adultos) depois de uma briga generalizada fazem as pazes num parque de diversões. Que cena linda! Chorei copiosamente com o convite de Júlia para os irmãos:
 
"Pedro, Felipe, Bernardo, Laila, Luís e Joaquim... Será que é possível enviar um convite com 20 anos de atraso? Será que um convite sem pé nem cabeça pode ser sincero de coração? Será que seis adultos, girando num carrossel, podem recuperar a memória o que nunca foi vivido? O sorvete, a pipoca... será que o que a gente comer vai ter gosto de velho? Oito da noite, no estacionamento do parque. Será que ainda dá tempo? Ou será que a briga de ontem é maior do que tudo o que a gente pode e tem pra viver amanhã?


ASSISTA A CENA AQUI:http://globoplay.globo.com/v/4181820/




Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema
 

28 dez/15

Finesse

postado por Juliana Sfair


Naquela mesa, daquele restaurante chiquérrimo, eu te olhava gesticulando e falando de como o dinheiro é importante, que o dinheiro compra tudo.
Eu sou uma artista e consequentemente não sou uma alienada; sei que o dinheiro compra e resolve muitas coisas, adoro ter dinheiro. Mas enquanto você falava percebi que não era mais você que dominava o querer, o ter, o exibir. Era o dinheiro que te escravizava nitidamente e ainda escraviza. 
O ambiente refinado ficou pesado pra mim, eu continuava me sentindo sozinha mesmo com todos aqueles garçons à minha disposição, sorrindo forçadamente porque é assim que funciona quando você está num lugar que rola muita grana.
E as amizades também são forçadas porque precisa ter grana para andar com aquelas pessoas que você julga muito importante, mas que na verdade estão perdidas, tristes e sem afeto por você – elas querem (PRECISAM) de aceitação e por isso falam sem parar do relógio importado, o carro do ano, do terno cujo valor eu lançaria uns dois livros independentes (viu como eu sei como utilizar o dinheiro também?).
Fiquei estática, reflexiva, confusa e pensava que de fato tinha algo errado comigo porque eu não tenho essa necessidade de exibição material, sou extremamente discreta e acho cafona demais.
O tempo passou depois daquela noite tenebrosa, e aos poucos eu fui montando um quebra cabeça simples, vi que não existe nada de errado com meu jeito de ver e VIVER a vida. E tive a oportunidade de voltar em outro restaurante, agora sim com gente IMPORTANTE, mas que me deixaram tão à vontade, que me fizeram rir e foi ali que percebi o que é finesse.
O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas nunca irá comprar o carinho de uma pessoa, o afeto, a amizade.
O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas NUNCA comprará um protagonista, um leitor que te recebe em casa, uma amiga que vai te acompanhar numa palestra lotada para estudantes numa Faculdade durante uma Feira de Profissões porque você está nervosa e com medo e essa mesma amiga diz: " não desce do carro, eu vou ver com o segurança se tem um lugar melhor pra você estacionar ".
O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas nunca comprará a amizade de uma pessoa que sai da casa dela para ir almoçar com você no shopping porque está a passeio na cidade dela ou uma amiga que sempre te convida para almoçar porque, sei lá, gosta de conversar com você. Ou numa sexta-feira ser convidada pelo seu amigo-diretor de teatro para assistir filmes que foram exibidos em Cannes e se você não for rola barraco porque é amizade louca.
Não compra a lealdade de amigas (os) que mesmo sob um sol de 40°C vão te prestigiar numa mesa redonda e ficam conversando que até estourar o horário.
O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas eu te garanto que nunca comprará TALENTO, AFETO, CARISMA E BELEZA (algo como VÊNUS).



Juliana Sfair

Atriz e Escritora

 

26 dez/15

Crítica Filme THE LOBSTER

postado por Mateus Barbassa




"The Lobster"
é mais uma daquelas distopias que deixam a gente de cabelo em pé. Em apenas uma palavra é GENIAL! Num futuro próximo, não será mais permitido a solidão. Todo aquele que estiver solteiro será enviado ao hotel onde terá 45 dias para encontrar alguém. Caso contrário, será transformado num animal de sua preferência e solto na floresta. Há também os que se revoltam com essa situação e vivem escondidos e são caçados pelos solitários. O diretor Yorgos Lanthimos instaura o mal estar de maneira minimalista e contundente, fazendo de sua obra uma poderosa análise sobre as relações humanas e como elas se estabelecem. O Amor como o conhecemos e o vivenciamos é uma invenção moderna. Foi se transformando ao longo do tempo. Substituindo o vazio do amor ao Deus, o amor humano é alimentado diariamente por hábitos e costumes. La Rochefoucauld escreveu que "algumas pessoas nunca teriam se enamorado se nunca tivessem ouvido falar do amor."Rousseau foi mais filosófico: "E o que é o próprio amor, senão quimera, mentira e ilusão? Amamos a imagem que fazemos para nós mesmo, muito mais do que o objeto a que a aplicamos." 
 
Sim. O diretor tem uma teoria na cabeça e mergulha fundo nela. O hotel é a metáfora perfeita da busca amorosa e da sociedade na qual todos estamos inseridos. Lá estão todos os jogos sociais e a pressões cotidianas para que se tenha algo do seu lado. Até filhos podem ser providenciados para que os conflitos entre o casal sejam postos um pouco de lado. Tão familiar não é mesmo? Acho que conhecemos bem essa prática. Outra ação que nos soa íntima é como as pessoas forçam semelhanças para que sejam amadas pelas outras. O olhar de Lanthimos é cruel, impiedoso, mas a ironia está presente. O esdrúxulo de algumas situações é tanto que às vezes dá vontade de rir... ou de chorar. Essa ideia do amor nos torna seres miseráveis ou a carência humana é tanta que inventamos tais sentimentos para suprir um pouquinho que seja essa nossa necessidade? Ou indo além; Essa carência é real, ou também seria forjada em nós? E se a resposta for positiva, fica a pergunta: Forjada por quem? E por quê? Nietzsche classificava isso como um empobrecimento da vida. Ideia forjada pela religião para justificar um deus que condenava os mais fortes e salvava os fracos, fazendo-nos sentir culpados por aquilo que somos, odiando nossa própria natureza, desejosos de um céu utópico. Seria o medo e não o afeto que nos ligaria aos outros? Medo ou conveniência? 

 
Os solitários do tal hotel recebem diariamente aulas práticas de como ser solitário é ruim. Numa das cenas mimetizadas pelos garçons do hotel, um homem está sozinho no café da manhã, ele engasga com alguma comida e morre. Na cena seguinte, o mesmo homem na mesmíssima cena, agora é salvo pela esposa que o acompanha no café. Para as mulheres, a cena criada é diferente. Uma mulher sozinha andando na rua é abordada por um homem mal intencionado. Na cena seguinte, já acompanhada pelo marido, ninguém mexe com ela. A ideia de salvação é idêntica, mas o machismo explícito na cena da mulher solitária torna tudo ainda mais cruel. A ideia de amor é cristã por excelência, no entanto, Lanthimos parece muito mais próximo do pensamento nietzschiano: 
 
"Fugis de vós mesmo rumo a vosso próximo e gostaríeis de transformar isso numa virtude."

 
O que haveria de tão assustador na solidão? Era  a pergunta que martelava minha cabeça durante o filme. Ou melhor, é a pergunta que martela minha cabeça diariamente. A história de nossas perdas e busca incessante para conseguir o amor de nossos pais na infância seria uma possível resposta para o nosso comportamento enquanto adultos? Freud diria que sim, que essa é a nossa formação enquanto indivíduos. Então não haveriam saídas? Talvez na liberdade. Mas não naquela que comumente ouvimos por aí. Liberdade não é fazer aquilo que dá na telha. Não só. É acima de tudo compreender todo o problema da dependência. Filmes como "The Lobster" ajudam nesse processo.  



 

Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema

23 dez/15

Looks para o final de ano

postado por Beatriz Oliveira

Acho que uma das tradições de final de ano é escolher uma roupa para a ceia em família ou a confraternização com os amigos. Eu pelo menos lembro de desde criança separar uma roupa especial para a ocasião, mas sempre algo confortável para aproveitar toda a ceia. Vamos combinar que sonhamos com ela semanas antes do Natal HAHAHA





Por falar em Natal, separei looks com a cor vermelha, já que a cor remete a data. Para um look bem lady like, a saia no cumprimento mídi é a melhor escolha. Pode ser de uma única cor ou estampadas. Pode combinar com cropped, t-shirt, camisa estampada ou mesmo com o moletom se você for para uma cidade onde a temperatura costuma cair a noite.






Para o almoço ou mesmo a confraternização entre amigos ou colegas do trabalho o blazer caí bem para a situação! Ainda mais quando você está sem tempo de passar em casa e vai direto do trabalho. Com calça, saia e até com uma camisa usada como vestido. Já o macaquinho é a cara do verão! Tenho visto bastante nas vitrines, de vários tamanhos e decotes.







Mas se você não quer usar um look total red e vai aproveitar as comemorações para abusar da criatividade e se jogar na combinação de cores separei três opções do vermelho com o rosa. Na parte de cima, na parte de baixo ou nos acessórios, só escolher o seu preferido!







Depois do Natal, temos o Ano Novo. Tem quem não abre mão do tradicional look all white não é mesmo? A escolha das peças depende do local da comemoração. Básica para a festa em família com blazer, t-shirt e shorts ou mesmo com a calça.




Um vestido de tecido mais leve para a praia ou festa no campo e peças mais elaboradas com tecidos finos, pedrarias e brilhos para quem vai comemorar a virada na balada.






Ah! E dá para "quebrar" todo o branco com os acessórios ou uma terceira peça, seja a t-shit ou o casaco.

Os homens podem aproveitar a calça vermelha e combiná-la de acordo com o seu estilo. Com camisa, camisetas com mangas 3/4, ou camisas jeans. Ah! Vocês podem até usar um suspensório para dar outra cara a produção.




 O mesmo truque com o branco viu garotos? Aproveita a bermuda de chino ou mesmo usa aquela camiseta long line que já falei por aqui! 


Espero que tenham gostado das dicas. Um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos vocês! Obrigada por sempre lerem minhas matérias no Farofa, espero que todos continuem por aqui!

Lembrando que qualquer dúvida, opinião ou sugestão é só mandar um e-mail para contato@cochichosebrioches.com

10 dez/15

Crítica Filme La Sapienza

postado por Mateus Barbassa


" - Livrarmo-nos do inútil talvez seja a coisa mais difícil.
- Sim. E nós não podemos fazê-lo sozinhos."
 
Que beleza é o cinema de Eugène Green. Algo autêntico e único num mundo totalmente despido de originalidade e de sua força. Assistir ao cinema de Eugène Green é resgatar esse olhar juntamente com o vigor de presenciar uma verdadeira obra de arte. Não é meramente cinema. É mais. É além. É constatar que estamos perdendo a capacidade de se encantar com o suficiente. A palavra aqui tem seu poder encantatório preservado. Num mundo totalmente imerso em imagens, o cinema de Eugène é um respiro. Não que suas imagens não sejam belas e significativas. E eles são. Mas é que tanto as palavras quanto as imagens só possuem valor enquanto experiência. Isso é o aspecto mais belo de "La Sapienza".

Sim. Porque é exatamente isso que dá sentido ao que somos e ao que nos acontece. Jorge Larrosa Bondía escreveu que "A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas 
coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece." É isso. Tão contemporâneo, tão dolorido. Porque cada vez mais acontecem coisas, uma infinidade de coisas, somos bombardeados com informações, atualizamos nossos status, fotos e somos atualizados dos status, fotos e notícias, mas raramente nos sentimos tocados por algo. É sobre isso que nos fala Bondía. É sobre isso que nos fala Eugène Green. É isso que os personagens de "La Sapienza" precisam descobrir. Isso é o que nós também precisamos sentir. Como numa epifania possível. Como numa aprendizagem urgente. Mas é preciso tempo e já não temos tempo. É necessário fazer silêncio e temos medo do silêncio. Viramos presas fáceis do entretenimento e de seu estímulo barato. Tudo o que não temos aqui em "La Sapienza. Pelo contrário. Tudo é uma meditação. Uma contemplação. Tudo é uma possibilidade. Para o quê?



Assim Bondía define que a possibilidade da experiência "requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, 
parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço."


 
O mais bonito dessa experiência proposta por Eugène é que os personagens mais velhos acreditam em sua arrogência que estão ensinando os mais jovens, quando na verdade o que ocorre é exatamente o contrário. Sim, se "a vida é um fardo um tanto pesado. É preciso força pra chegar até o fim" como afirma um dos personagens, a força necessária para se chegar até o fim é uma só: a paixão. Não com o sentido que usamos. Mas como experienciação  do amor.
 
"Creio que o homem sempre é movido pela paixão. Caso contrário não está mais vivo."

 




Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema

07 dez/15

Sandy se apresenta em Ribeirão com a turnê Teaser

postado por Diogo Branco

A cantora Sandy se apresentará em Ribeirão Preto no próximo dia 19, no Centro de Eventos RibeirãoShopping. A turnê marca a volta da cantora aos palcos após período em que ficou afastada para cuidar do seu primogênito.



A Virazóm, em parceria com o Ribeirão Shopping, traz para Ribeirão Preto show inédito da cantora Sandy Leah.

Sandy estava preparando este show há muito tempo. O lançamento da nova turnê, inclusive, já estava com data marcada:  2016. Porém, após perceber que já estava com todo o material pronto (cenografia, figurino, repertório e muitos ensaios), resolveu fazer a turnê-teaser (assim carinhosamente apelidada pela própria artista), uma turnê breve antes do lançamento da turnê oficial. E Ribeirão Preto será uma das poucas cidades a recebê-la com seu novo espetáculo ainda este ano. Em entrevista recente à Revista Época, a cantora relatou: "Não dava pra guardar tudo só pro ano que vem. Estou com saudade da adrenalina de subir ao palco, cantar ao vivo, trocar olhares, energia e muitos sorrisos com meus fãs. Minha passagem pelo programa SuperStar  me instigou ainda mais a retornar aos palcos antes do que eu havia me programado.''

No repertório dos shows, os álbuns "Manuscrito" ("Pés Cansados", "Quem Eu Sou", "Ela Ele") e "Sim" ("Aquela dos 30", "Escolho Você", "Ponto Final"), além de fazer releituras de sucessos de artistas consagrados e alguns clássicos de "Sandy e Junior", como não poderia faltar. Mas canções inéditas também fazem parte do novo espetáculo, todas inebriadas de sua personalidade e talento. 

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Centro de Eventos RibeirãoShopping ou através do site Ingresso Rápido:
www.ingressorapido.com.br

SERVIÇO
Sandy - Turnê Teaser.
Data: 19/12/2015
Horário: 22h
Local: Centro de Eventos RibeirãoShopping
Endereço: Av. Cel Fernando Ferreira Leite, 1540 - Jardim Califórnia




05 dez/15

Sentirei Saudade

postado por Juliana Sfair





Ao ler sobre o falecimento de Marília Pêra, lembrei que interpretou Coco Chanel no teatro com o texto da Maria Adelaide Amaral, cujo livro do monólogo dormiu ao
 meu lado com outro livro, só que de ficção.

Eu ficava e fico relendo as falas e pensando como Marília interpretava, as nuances, os silêncios, o entendimento do texto e a complexidade de Coco Chanel.

Um grande talento foi embora e me deixa triste. Mas também fico triste porque poucos talentos surgem para suprir as lacunas que essas grandes atrizes deixam.

Eu gosto dessa gente que vem do teatro, do palco, dos ensaios exaustivos, do ódio que sentem do diretor, do amor que sentem pelo diretor, do estudo, da entrega. Vejo pouco, vejo quase nada. O que vejo são pessoas pisando no palco sem leveza ( sim, precisa ter leveza ao pisar no sagrado ), o que vejo não me agrada, o que vejo não é teatro e nunca será.

Vi poucas atrizes e atores em cena com o subtexto martelando em sua emoção controlada; mas também vi consciência da totalidade da peça num olhar fixo, vi composição de personagem e muita desconstrução para colocar-se diante de uma platéia com todo o respeito que merecem.
Fernanda Montenegro disse numa entrevista que existem artistas, mas atores são poucos.

Eu que amo o drama, amava ver Marília em Pé na Cova. Sim, eu gosto da redação final do Miguel.

Sentirei saudade.




Juliana Sfair

Escritora



04 dez/15

Receita de Kibe Assado com Coalhada

postado por Carol Quartim




Para o Kibe
3 xícaras de Patinho Moido 2 vezes
3 xícaras de trigo para kibe hidratado
1 xícara de cebola picadinha bem pequena
Sal
Pimenta
Azeite a gosto

Para a Coalhada
1 litro de Leite
1 pote de iogurte natural

Para o Pesto
60g de Manjericão
80g de Parmesão
2 dentes de Alho
40g de Nozes
120 ml de Azeite


Modo de Preparo
Para fazer a coalhada: Coloque pra ferver o leite, assim que levantar fervura desligue e espere esfriar um pouco. A medida certa da temperatura é quando você conseguir ficar dez segundos com o dedo no leite quente. Neste momento coloque o iogurte e misture. Agora tampe a panela, e cubra ela com uma toalha, daquele jeito que as avós faziam pra deixar o arroz quentinho. Depois coloque dentro do forno ( desligado) e espere 8 horas. Depois de oito horas você tem um iogurte, pra virar coalhada precisa retirar o soro. Para isso coloque o iogurte numa fralda e deixe pendurado pra ir escorrendo o soro. Mais umas 4 horas e temos a nossa coalhada.

Para fazer o kibe: Comece hidratando o trigo, pra cada xícara de trigo uma xícara e meia de água. Coloque numa tigela e aguarde cerca de 30 minutos. Feito isso junte o trigo com a carne, tempere com a cebola, sal , pimenta e bastante azeite. Misture ate ficar bem homogêneo. Depois de montado, coloque em forma untada com azeite em forno pré-aquecido 180 graus por aproximadamente 30 minutos .

Para o Pesto: Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar homogêneo.




Gostou? Assista também o vídeo desta receita, do canal LoveMadeFood:







Carol Quartim é mãe da Maria, corinthiana e vencedora do programa "Cozinheiros em Ação" do canal GNT.
Para experimentar as delicias da Carol em Ribeirão acesse
facebook.com/acozinhadacarol

03 dez/15

Daniela Mercury lança Vinil Virtual, seu novo trabalho autoral

postado por Diogo Branco



" Para quem mandou eu me esconder, eu me mostro nua.
Não tenho vergonha de amar."  


É com essas palavras que Daniela Mercury lança este mês seu novo trabalho. Com capa midiática inspirada em foto de John Lennon e Yoko Ono, o novo CD da baiana chegou às lojas este mês, com 15 faixas inéditas.




Ela sempre apoiou causas, levantou bandeiras e brigou pelos seus direitos. Daniela Mercury - considerada a eterna rainha do axé, pelo fato de ter conseguido nacionalizar um estilo musical até então muito regionalizado - hoje é conhecida também por ser uma artista ativista. Basta uma breve pesquisa para descobrir dezenas de manchetes relatando causas apoiadas pela cantora. 

Em seu novo CD, Vinil Virtual, ela não poderia deixar de lado sua luta pelo fim da homofobia. Uma das faixas,
Sem Argumento, é uma espécie de poema musicado dedicado à sua esposa Malu Verçosa. Além de abolir o preconceito, o novo trabalho também ergue a discussão sobre o feminismo. Trata-se de um álbum que expõe a visão de uma mulher que se posiciona com segurança diante de um mundo ainda repleto de costumes machistas.

É também um CD com riqueza ritmica. Há samba reggae na faixa
Antropofágicos são paulistanos, há funk carioca na faixa O riso de Deus, há samba na faixa To samba da vida (na qual a cantora faz um elo entre os vários estilos de samba numa única canção) e rock presente na faixa Minha mãe, minha pátria. Isso sem contar a presença inexorável do estilo que fez e faz da cantora um dos maiores nomes do cenário musical, o axe music.



É um CD bonito. A capa, que gerou polêmica apenas (felizmente)  pelo fato da cantora ter negado o uso do programa de correção de imagens "Photoshop", exibe uma foto ousada e ao mesmo tempo leve, inspirada na clássica foto de John Lennon com Yoo Ono (clique aqui para ver a foto). As músicas são bem produzidas pela gravadora Biscoito Fino (que, diga-se de passagem, não se nivela por baixo), e trazem a alegria costumeira da cantora, mesmo sendo um disco-manifesto. Vale a pena ter na prateleira.








Diogo Branco já trabalhou como músico profissional e hoje escreve sobre as novidades musicais aqui no Farofa.
De Tom Jobim à banda Aviões do Forró, tudo passará por aqui.
Quer divulgar sua banda aqui no site? Escreva para farofaculturalribeirao@gmail.com






02 dez/15

Tiago Iorc se apresenta em Ribeirão

postado por Diogo Branco

No próximo domingo, 06 de dezembro, às 19h, o cantor e compositor Tiago Iorc se apresenta no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto.
Com a turne "Troco Likes", o músico relembrará também sucessos de sua carreira.




Troco Likes é o quarto álbum do cantor e compositor Tiago Iorc, e foi lançado em Julho deste ano pela Som Livre. O álbum marca uma nova fase musical do cantor, principalmente por ser o primeiro álbum completamente em português, fato inédito na trajetória do artista, que compôs em inglês desde que surgiu no cenário musical, em 2008.

Tiago Iorc teve seu talento reconhecido a nível nacional após suas canções terem sido trilhas sonoras de novelas televisivas. A música Scared foi trilha sonora da novela Duas Caras, enquanto sua voz na versão "What a Wonderful World'' esteve presente na abertura da novela Sete Vidas, entre outros sucessos

O primeiro single do álbum Troco Likes é a canção Coisa Linda, cujo videoclipe, lançado em julho deste ano, fez sucesso imediato no YouTube. Confira abaixo:





SERVIÇO
Tiago Iorc apresenta "Troco Likes"


Data: 06/12/2015 (domingo)
Horário: 19h
Local: Theatro Pedro II
Endereço: Rua Álvares Cabral, 370
Preços: R$100,00 (inteira) e R$50 (meia)
Maiores informações: (16) 3977-8111
Maiores informações