24 fev/16

Juliana Sfair comemora aniversário em clima intimista

postado por Diogo Branco

A atriz e escritora Juliana Sfair comemorou seu aniversário na última terça (23) no restaurante Botequim Ribeirão. Juliana - que é autora do sucesso "Adorável Pecadora" - recebeu amigos e parentes numa noite agradável e descontraída.



A noite era dela. Radiante e bem-humorada, Juliana Sfair curtiu a noite ao lado de pessoas especiais, e num de seus ambientes favoritos.
Confortáveis, seus convidados prestigiaram o restaurante Botequim Ribeirão com o que ele oferece de melhor: seu excelente atendimento, seu cardápio variado e delicioso, a música ao vivo (com seu repertório agradável e familiar), bem como a decoração refinada e aconchegante.

Durante o evento, um dos temas recorrentes era o lançamento do seu próximo livro, intitulado "Eu, Lilith", um romance que aborda diversos temas, como alquimia e empoderamento feminino. O livro ainda não tem data de lançamento oficial, mas já garante ser mais um sucesso na carreira da autora.





O tão aguardado bolo - de cobertura decorativa com o desenho da Cinderela - foi um dos destaques do evento. Muitos personagens são simbólicos na vida da escritora, que se assume leitora assídua. Com direito a pedido da aniversariante, a confraternização também agradou a todos os paladares.



Juliana abraça sua mãe (lado direito) a amiga Wilma Mata e sua madrinha.


Escritores não poderiam faltar. Juliana abraça seu amigo e colega de profissão, Guto Nicolas.



A aniversariante entre a escritora Cristiane Framartino Bezerra (lado esquerdo) e a psicóloga Wilma Mata (lado direito)


Diogo Branco e o namorado Thiago Moura também marcaram presença no evento.



A mesa da aniversariante, repleta de convidados pra lá de especiais.







O
FAROFA aproveita o espaço para desejar muita felicidade e sucesso na sua vida, Juliana!


Para conhecer os textos da Juliana Sfair, basta acessar nossa categoria "Coluna", ou clique aqui.






23 fev/16

Cantora Céu anuncia novo álbum 'Tropix'

postado por Diogo Branco

 A cantora e compositora paulistana Céu anunciou nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais o seu quarto álbum de estúdio, "Tropix'', que será lançado no dia 25 de março de 2016.  O novo álbum será composto basicamente por músicas inéditas e autorais.

"É com muita alegria que anuncio aqui a chegada do meu quarto álbum de estúdio: Tropix'' - escreveu Céu em postagem no Facebook, que também revelou a capa do próximo trabalho dela. 




Ela acrescentou "Muito agradecida a todas as pessoas envolvidas diretamente nele (produtores, músicos, artistas, famílias, amigos, etc), e também as envolvidas indiretamente, que são de suma importância, e me dão suporte para continuar nessa grande jornada que é a música"


Produzido por Pupillo (Nação Zumbi) e  Hervé Salters.

22 fev/16

Adele desafina no Grammy 2016

postado por Diogo Branco

Era a apresentação mais aguardada da noite, e se tornou a mais comentada da semana.

Consagrada por seu talento inerente, a cantora britânica Adele não precisou mais do que uma breve apresentação durante a 58º cerimônia do Grammy  para considerá-la como a pior apresentação de sua vida. Problemas técnicos atrapalharam a artista, que cantava "All I Ask", do seu novo álbum "25".



No começo da apresentação, o áudio foi cortado. Como se não bastasse, o piano também sofreu com um microfone que caiu sobre as cordas do insturmento, soando como se houvesse alguém tocando também guitarra durante a canção. Isso atrapalhou Adele, que chegou a desafinar em alguns momentos. 




Em entrevista recente, a cantora disse que saiu do palco nervosa com o ocorrido.

"Chutei a lata de lixo, chutei a porta do camarim, o teto do camarim caiu. Saí do Grammy, pedi hamburguer duplo, batata-frita, e ainda tomei cerveja quando cheguei ao hotel." Bem humorada, a cantora ainda disse que espera que mais momentos de desafinação aconteçam, para que possa comer "besteiras" mais vezes.

Adelle está desfrutando do sucesso da canção "Hello'', que ultrapassou 130 milhões de visualizações em seis dias.
Apesar do estresse ocorrido no Grammy, a cantora afirma estar vivendo um dos momentos mais felizes de sua vida.







16 fev/16

Juntos novamente! Ana Carolina e Seu Jorge retomam parceria

postado por Diogo Branco

Dez anos depois do encontro histórico que rendeu CD e DVD recordistas de vendas, e do enaltecido hit "É Isso Aí", Ana Carolina e Seu Jorge reúnem-se em nova música e turnê.



"É Isso Aí", versão de The blower's daughter, do músico irlandês Damien Rice, foi onipresente nas rádios do Brasil em 2005 e garantiu CD triplo de platina e DVD de diamante para os intérpretes. Além deste estrondoso sucesso, outros como "Zé do Caroço", "Beat da Beata", "Unimultiplicidade" também ganharam popularidade. O que era pra ser apenas um encontro no palco do Tom Brasil, virou turnê na época, e conquistou o público brasileiro de forma arrebatadora. Era difícil encontrar quem não gostasse ou ao menos não reconhecesse o talento dos dois artistas.

Agora, mais de 10 anos depois, o duo que todos esperavam rever, está refeito: a dupla de cantores, compositores e multi-instrumentistas anuncia um novo projeto conjunto, que será transformado em turnê nacional em abril. O show irá relembrar os melhores momentos do show Ana&Jorge de 2005, além de sucessos atuais da dupla. Para anunciar oficialmente a volta, uma música inédita - Mais Uma Vez (Nós Dois) - chega às plataformas digitais ainda este mês. Em entrevista recente à revista Época, Ana Carolina garantiu: "Mais uma vez (nós dois) não tem nada daquela melodia dor-de-cotovelo de ´É Isso Aí´. É uma música para ouvir em pé, para colocar todo mundo para dançar, é uma mensagem de esperança." A cantora ainda afirmou na entrevista que a idéia do reencontro surgiu em Las Vegas, quando ambos foram convidados para participação no show do Roberto Carlos. "Foi lá que nós demos realmente conta de que não poderíamos deixar essa comemoração de 10 anos em branco."

A nova turnê estará em cartaz em 13 cidades: São Paulo (1º e 02 de abril , Citibank Hall), Rio de Janeiro (08 e 09/04 - Metropolitan), Fortaleza (20/04 - Centro de Eventos), Recife (22/04, Classic Hall), João Pessoa (23/04, Dommus), Belo Horizonte (29/04 - Chevrolet Hall), Brasília (14/05 -  Centro Internacional de Convenções), Manaus (20/05 - Studio 5), Belém (21/05 - Hangar), Salvador (04/06 - Concha Acústica), Curitiba (10/06 - Live), Florianópolis (11/06 - Centro de Eventos Sapiens Park) e Porto Alegre (12/06 - Anfiteatro Beira Rio).

A reunião da dupla também irá marcar uma operação inédita para o lançamento do single: o dueto (também) entre as gravadoras concorrentes Sony e Universal.














Diogo Branco já trabalhou como músico profissional e hoje traz as novidades do mundo da música aqui no Farofa.
De Lexa à Elis Regina, tudo vale, e tudo passará por aqui.

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15 fev/16

Crítica Filme Boi Neon

postado por Mateus Barbassa


 

Abstendo-se da necessidade de um enredo que conte uma história com começo, meio e fim predeterminado, “Boi Neon” é um filme facilmente definido como “pós-dramático”. Sim. O que interessa aqui não é a história contada pelo roteiro, mas a fábula que cada corpo retratado no filme carrega. Quando digo corpo não me refiro somente ao humano, mas também os dos animais e do híbrido animal/mulher retratado de maneira fetichizada na boate local. Somos todos voyeurs. Sem ilusão. Acompanhamos tão somente a manifestação de cada humano, animal, humano/animal. Seus gestos, ações, vivências revelam muito mais sobre eles do que o enredo propriamente dito. Interessa a situação e nada mais. A opção ética/estética do diretor Gabriel Mascaro é bastante arriscada, pois poderia resultar num filme anódino. O que não acontece graças a força das imagens e do elenco que brilha num filme difícil. E quando digo difícil, quero dizer complexo. Não que o filme seja isso. Pelo contrário, é até exageradamente simples. Mas eis ai sua maior complexidade. Que reside em nós. Na quebra de nossas expectativas e preconceitos. O filme não se contenta em ser uma mera reprodução daquilo pensamos. Não. Seu propósito é outro: alargar, dilatar, dinamitar toda e qualquer generalização.
 


 

Seus estranhos personagens não são uma coisa ou outra, mas uma coisa e outra. Temos o vaqueiro que nas horas vagas cria e fabrica peças de roupas, temos a figura da mulher que dirige o caminhão que transporta bois, mas que é a dançarina híbrida numa boate, o vaqueiro novato vaidoso que cultiva uma longa cabeleira, uma mulher grávida que demonstra grande apetite sexual. Mas é o olhar da menina que direciona o filme. A criança criada no meio desses homens e animais quem é a responsável pelos momentos mais belos do filme. Ela por ainda desconhecer os códigos de produção e reprodução dita o tempo da obra. Tudo é lento, etéreo, ainda inocente. Sua curiosidade e perspicácia são os ditames dos signos enunciados pela obra. A inexistência de tensão sobre o que se supõe ser masculino ou feminino é em grande parte resultado desse olhar ainda não viciado da menina. A filósofa Judith Butler escreveu que “os estudos de gênero não descrevem a realidade do que vivemos, mas as normas heterossexuais que pesam em nós. Nós as recebemos pelas mídias, pelos filmes ou através de nossos pais, nós as perpetuamos através de nossos fantasmas e nossas escolhas de vida. As normas nos dizem o que devemos fazer para ser um homem ou uma mulher.”


 

Daí que o olhar da menina, criada sem pai e que deseja ser vaqueira, desconhece toda essa construção sociocultural. E essa não domesticável do olhar alcança o corpo todo. Fazendo de sua exposição aquilo que Roland Barthes denomina como “punctum”, ideia magistralmente mostrada na cena em que todos os vaqueiros tomam banho, seus gestos rápidos e viris contrastam com o do vaqueiro ao fundo da cena, que está agachado e se limpa de maneira minimalista. Nosso olhar é capturado de maneira pré-consciente pelo que acontece lá no fundo. E de repente, numa inversão hipnótica, todos vão se agachando e o único que permanece em pé é quem captura nosso olhar. Assim como na cena em que a garota desenha ingenuamente em cima de fotos pornográficas, ou quando a grávida faz sexo quase selvagem com um dos personagens. Tudo isso está exposto na obra de maneira sutil e faz de “Boi Neon” um pequeno grande filme. Mas é preciso que fique claro apenas uma coisa: mostrar e perceber são ações separadas e absolutamente individuais.



Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema
 

11 fev/16

Gaga, Beyoncé, Bruno Mars e Coldplay no Super Bowl 2016

postado por Diogo Branco

"Eu cantei totalmente com o meu coração", foi o que disse Lady Gaga sobre performance no Super Bowl 2016, que é destaque do cenário musical desta semana.



Sem grandes exageros no vestuário, Lady Gaga subiu ao palco em sua forma mais patriota - vestindo vermelho, e unhas azuis. A apresentação foi notícia destaque em jornais internacionais, pela gratificante e esplendorosa voz que melhora e surpreende a cada apresentação.

A 50º edição do evento Super Bowl, que define o campeão da temporada da liga nacional de futebol americano dos Estados Unidos, também contou com participações de Beyoncè, Bruno Mars e Coldplay. O destaque, porém, é sempre da cantora que interpreta "The Star-SpangledBanner", hino dos Estados Unidos. Para se ter uma idéia, artistas da estirpe de Whitney Houston, Mariah Carey, Cher e Celine Dion já tiveram suas vozes registradas no evento, cantando o hino nacional norte-americano em edições anteriores. 

Receber o convite para cantar no Super Bowl é uma honra para os músicos americanos.

Com uma dramática voz de soprano, e um controle admirável na respiração, Lady Gaga surpreendeu a todos - especialmente a quem só conhecia a artista pelas suas faixas dançantes do início da sua carreira, que nem sempre conseguiam mostrar todo o potencial vocal da cantora - e brilhou acompanhada de um pianista que soube acompanhá-la em suas firulas espontâneas. 



Depois da apresentação de Lady Gaga, houve também a apresentação de Beyoncé, Bruno Mars e Coldplay, durante o intervalo do jogo. O público presente foi ao delírio ao acompanhar a apresentação de três ícones juntos. 



Lady Gaga ainda foi flagrada curtindo o show de Bruno Mars durante o intervalo, num divertido momento de descontração, conforme divulgou o blog do Hugo Bloss (clique aqui).

Mesmo com convidados de peso, o recorde de visualizações do Super Bowl permanece com Katy Perry, em 2015, que fez com que o evento chegasse à marca de 114,4 milhões de telespectadores (as apresentações anteriores do Super Bowl estão disponíveis no Youtube, e valem muito a pena serem assistidas). E você, o que achou da apresentação de Lady Gaga no Super Bowl 2016?











Diogo Branco já trabalhou como músico profissional e hoje escreve sobre as novidades musicais aqui no Farofa.
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11 fev/16

Clarice Falcão lança autoral "Problema Meu"

postado por Diogo Branco

Clarice está voltando. Programado para ser lançado no dia 14 de Março, o álbum "Problema Meu" deverá seguir com os temas do primeiro disco "Monomania" (2013), mas de forma mais liberta. 




A atriz, escritora, roteirista, dramaturga, e humorista Clarice Falcão não poderia mais esperar. Deixou de lado, por um tempo, seu lado musical. Mas foi falta justificada: Clarice é daquelas artistas completas, que se encantam pelas várias vertentes artísticas e não se atreve a escolher apenas uma para seguir com sucesso. Multifacetada, a pernambucana acumula funções e, agora, está de volta ao universo musical. Ela estava com muita saudade dos palcos, e não poderia mais esperar para espalhar sua doce voz por aí.

Clarice sempre escreveu e atuou em humor. O elo com temas engraçados faz com que suas canções sejam únicas na maneira de transmitir uma mensagem. Os vídeos postados em seu canal no Youtube em formato "voz e violão" são sucessos de visualizações e surpreendem pela simplicidade, pelo minimalismo. O que era para ser apenas mais um vídeo de uma moça cantando e tocando violão sem grandes edições e efeitos, torna-se um espetáculo, graças à sua irretocável criatividade. São letras, em geral, fáceis e divertidas.

No álbum anterior (Monomania), a artista abordou temas sobre temas cotidianos, redes sociais ("stalkers"), e sobre histórias de amor, mas do ponto de vista de quem ficou para trás, do loser, como diriam os jovens americanos. 

No novo trabalho, a faixa "Irônico" já foi lançada em forma de clipe, no Youtube, e fez sucesso imediato nas redes sociais. Confira abaixo:









09 fev/16

Café Expresso

postado por Juliana Sfair

Um lugar quieto para conversarmos sobre cinema, literatura, teatro, crise existencial, música, ocultismo, obras de arte, risadas sobre o amor que nada mais é do que uma construção social, o nosso pavor de muito sol - muito calor e durante um pequeno silêncio alguém em sua inteira lucidez diz: - “ A ignorância é uma benção “. Pausa dramática enquanto pedimos mais um café expresso para
continuarmos.



Juliana Sfair
Atriz e Escritora

03 fev/16

Ser um homem feminino ou Isso é tão anos 60 ou Feminismo Amnésico ou Trá Trá Trá.

postado por Mateus Barbassa

Eu evitei falar sobre esse assunto, mas quero usá-lo como uma possibilidade de reflexão. Organizei um grupo de estudos sobre Clarice Lispector, baseado no livro "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" juntamente com a professora/doutora Lucília Abrahão no Sesc Ribeirão Preto. Sou apaixonado por esse livro e gostaria de discutir algumas questões contemporâneas como o feminino/feminismo/queer. Pois bem. O curso iniciou-se em 17 de janeiro e é um sucesso. Inscrições lotadas e lista de espera enorme. Um pouco antes do curso se iniciar uma moça que eu não conheço, mas que tinha inúmeros amigos em comum comigo escreveu no facebook que "você percebe que um curso sobre feminismo já tem grandes chances de naufragar quando o mediador é um homem. Sério, gente, um homem pra mediar um curso sobre feminismo?".
 
Chamei a tal moça para conversar por inbox porque me interessava entendê-la um pouco mais. Nessa conversa, ela afirmou que meu lugar nessa questão era sentado ouvindo o que as mulheres tinham a dizer e só. Discordo veementemente. Mostra uma desinformação profunda sobre o significado da palavra "feminismo", sobre suas raízes e histórico. Essa prática é muito comum no atual movimento feminista e é um dos grandes responsáveis pela confusão sobre os termos. Feminismo é sobre a luta por direitos iguais entre os gêneros. Femismo é uma outra coisa totalmente diferente, que acredita na superioridade das mulheres sobre os homens. Assim como o machismo acredita que os homens são superiores às mulheres. É importante esclarecer essas questões porque vejo muita gente desinformada opinando sobre os assuntos transformando isso numa verdadeira guerra entre os sexos. Isso é tão anos 60!!!! Uma coisa que não vejo ninguém discutindo é como vamos construir uma sociedade juntos; HOMENS e MULHERES. Essa corrente que separa os gêneros entre opressor e vítima é extremamente conversadora e não dá conta da singularidade da vida cotidiana. Isso mesmo. Ser feminista não é apenas um discurso, mas uma prática. Que tem muito mais a ver com suas escolhas diárias do que com o que você grita no protesto na rua ou nas redes sociais. Cynthia Semíramis (Doutoranda em Direito na UFMG) escreveu:

”Tratar homens como opressores, manipuladores e inimigos a priori rotula as partes e impede o diálogo e a mudança de mentalidade. Isso não ajuda em nada a ampliar o debate sobre discriminação de gênero. Mas atende muito bem a quem quer brincar de novela e criar um inimigo pra ser combatido. Gostaria muito que se lembrassem que não é tudo tão fixo assim: a resistência à reivindicação de direitos existe tanto por parte de homens quanto de mulheres. E as conquistas de direitos das mulheres sempre tiveram apoio masculino (muitas vezes, eram somente eles decidindo, como no direito de voto feminino). Enquanto parte do movimento feminista ficar na presunção de que homem é sempre opressor não vai ter diálogo nem mudança de mentalidade ou conquista de direitos. Ou seja, um mundo muito pior pras mulheres. É esse o objetivo? Espero que não.”
 

O que me incomodou no discurso da tal menina no facebook foi exatamente isso. Ela me julgou sem nem ao menos conhecer meu trabalho, sem nem ao mesmo ter participado do grupo de estudos. Julgou-me tão somente por eu ser um homem (subtexto: INIMIGO). Como parte da minha tentativa de diálogo com a moça, fiz-lhe uma pergunta provocativa: Se eu fosse um transexual poderia ser o mediador do grupo? Ao que ela afirmou que sim. Essa é a contradição. Entendem? O que é feminino? O que é masculino? Tudo isso que a gente supõe ser uma coisa ou outra é uma construção cultural. Está ai o Movmento Queer para desconstruir essa binaridade de gêneros. Essa naturalização é criminosa e é preciso olhar essa questão não só sobre o prisma da sexualidade. NÃO! É muito mais que isso. A filósofa Beatriz Preciado afirma que essa distinção entre os gêneros é fictícia, “um fantasma em que alguém pode se instalar e viver confortavelmente”. É justamente essa a reflexão que seria necessária para os nossos tempos. Mas ninguém quer falar sobre isso. É muito mais “cool” escrever que homens são só opressores e mulheres são somente suas vítimas. Mas a quem interessa esse raciocínio? A quem interessa esse feminismo amnésico (termo roubado de Beatriz Preciado) que desconhece suas raízes?  Que esqueceu que os primeiros feministas foram alguns homens que o discurso médico considerou anormais por haver perdido seus “atributos viris”, que espécie de feminismo é esse que se esqueceu daqueles homens acusados de feminizar-se ao se aproximar das sufragistas? A quem interessa esse feminismo que não é reflexivo, nem sobre direitos, mas que se contenta em apontar sua metralhadora cheia de mágoas e Trá Trá Trá????? 


 

Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema

 

02 fev/16

Caia na Folia!

postado por Beatriz Oliveira


Quase uma semana para o Carnaval e você ainda não sabe o que usar nos blocos de rua?
Peraí que essa matéria foi feita para te socorrer e não te deixar em apuros!

Não é sempre que podemos investir em fantasias mega produzidas, ainda mais na semana do Carnaval que muitas vezes são vários blocos por dia. Sem contar que ainda tem o pré-carnaval né?






O truque está em utilizar de tudo em seu armário. Por exemplo: uma blusa listrada + uma saia preta ou azul marinho e você já tem um look marinheira. Uma blusa vermelha + saia de poá e só falta colocar uma orelha da minnie. Por aí vai!

Vale abrir os armários da mãe, irmã, do irmãozinho (no caso, aproveite os brinquedos dele! Uma espada, uma arma de brinquedo ou mesmo cobras de plástico para fazer a Medusa no bloco de rua) ou aquele baú na casa da vó que tem várias fantasias do tempo de escola que você pensou que nunca mais usaria na vida.



Que tal ir de dupla com o seu namorado? Olha só essas ideias:



Invista também em acessórios ou na maquiagem. Gente, pode colocar glitter que tá pouco na produção!!! HAHAH Aproveita que é Carnaval! Coroa de flores, um braço carregado de pulseiras para um look cigana ou mesmo orelhas de gatinho. A Forever 21 costuma ter! É só dar uma procurada.



Não se preocupe se por acaso você não achar um acessório do cabelo como na terceira foto, improvise com algum colar. O que vale é a criatividade!



Agora, se você vai curtir o carnaval na Bahia ou na Sapucaí e não quer ir com o abadá com cara de quem acabou de retirar na organização e colocou. Olha só algumas inspirações das famosas.



Particularmente, eu sou apaixonada pelos abadás costumizados da Camila Coutinho do blog Garotas Estúpidas. Com plumas, correntes ou até no estilo lingerie. Camila adora variar na costumização e acaba se superando Carnaval após Carnaval.




Vale usar como cropped com disco pants (como a Bruna Marquezine) ou colocar pérolas e criar um visual mais glam como a blogueira Jade Seba. A vida tá corrida e você não teve tempo de se preparar? Invista no resto da produção como a Thayla Ayala.



Parte da roupa tá ok? Então não esquece do protetor solar, bolsa tiracolo e de se hidratar. Até porque ninguém merece encurtar a folia por descuido, não é mesmo?


*


Beatriz Oliveira é jornalista e apaixonada por moda. 
Conte sobre seu look de carnaval para ela: Escreva para farofaculturalribeirao@gmail.com



01 fev/16

Esquecer

postado por Juliana Sfair


Você irá esquecê-lo e será tão natural que nem precisará de esforço.
Vida é movimento, você sabe disso. Somos uma eterna metamorfose e ninguém fica muito tempo regando planta que já morreu, sorrindo para quem fechou a cara, gostando de quem nunca se importou com isso.
É por isso que afirmo que irá esquecê-lo porque é o fluxo natural da vida, tudo é troca.
Aos poucos conseguirá olhar tudo com certo “distanciamento da obra” e a partir desse momento analisando por etapas conseguirá organizar na sua mente o começo, meio e fim.
Talvez não tenha fim porque nunca começou. Ou tenha fim depois que a sua razão empurrar a emoção e mostrar a realidade dos fatos.
Você irá esquecê-lo porque tem muita gente bonita por aí também, muitos filmes, viagens, sonhos e perfumes.
Você irá esquecê-lo porque acredito que nem exista mais tanta intensidade ao lembrar.



Juliana Sfair
Atriz e Escritora