29 mar/16

Gravação de Marisa Monte é revivida em novela

postado por Diogo Branco

"Quando você for dormir / Não se esqueça de lembrar / Tudo o que aconteceu / Da aurora até o luar (...)

(...) Quando você for dormir / Quando você se deitar / Deixa o pensamento ir / Sem ter nunca que voltar (...)"




Da aurora até o luar foi composta por Arnaldo Antunes em parceria com o músico carioca Dadi, porém nunca havia, até então, se tornado uma música conhecida no Brasil.  O acalanto, na doce interpretação de Marisa Monte, foi revivido agora, integrando a trilha sonora da nova novela das nove, Velho Chico. É considerada uma das canções de destaque. Da aurora até o luar esteve presente no primeiro álbum solo do músico Dadi, (Dadi, lançado em 2005 no Japão e 2007 no Brasil). Intitulado Coleção, a compilação de Marisa vai ser lançada em abril deste ano de 2016 em edição dos selos Phonomotor e EMI, distribuída pela gravadora Universal Music. Ouça:




28 mar/16

Tiago Iorc lança "Sigo de Volta"

postado por Diogo Branco

Após seu bem-sucedido álbum "Troco Likes" (Som Livre, 2015), Tiago Iorc lança neste mês de Março seu mais novo trabalho, intitulado "Sigo de Volta", nas principais plataformas digitais.



Sigo de Volta compila três canções inéditas para o deleite dos fãs do cantor. São elas: "Chega Pra Cá", "Mulher" e "Amor Sem Onde", que já estão viralizando conforme a intenção inicial. As músicas devem estar presentes na primeira gravação ao vivo de Iorc, programada para os dias 28 e 29 de abril em Belém/PA. Sigo de Volta é direcionado ao público feminino que tem lotado os shows do cantor. Não por acaso, a canção que mais se destaca no novo trabalho se chama Mulher:

"Mulher / Sabe com toda a certeza / Quando não sabe que quer. / Mulher / Sabe que com jeitinho / Pode ter o que quiser / Vai ver a graça é não entender / Exatamente o que se passa dentro de você / Que se disfarça / No teu olhar que tudo vê / Não te entendo / Nem de longe / Mas te quero / Te quero bem perto / Não te entendo / Nem de longe / Mas te quero / Te quero e te quero"




As três canções estão também disponíveis no canal oficial do cantor no YouTube (clique aqui).


22 mar/16

Entrevista com Johnny Hooker

postado por Mateus Barbassa

Na última quinta-feira (17) o cantor, compositor e ator Johnny Hooker se apresentou no SESC em Ribeirão Preto. 

O Farofa Cultural esteve lá, representado pelo ator e diretor teatral Mateus Barbassa, que entrevistou o músico.

Confira:





O FAROFA agradece as produtoras Milena Maganin e Fernanda Jaber por terem nos ajudado com esta entrevista!

21 mar/16

Pantacourt: hot or not?

postado por Beatriz Oliveira

Vou confessar que ainda torço meu nariz para essa peça. Mas depois de ver e rever e rever (desculpa, sou louca pela marca) o desfile do Saint Laurent em Los Angeles, me obriguei a preparar essa matéria para vocês. Claro que, entre os motivos, foi porque a peça que foi tendência no verão do ano passado, veio marcar presença também nesse ano durante o verão e ficará para o inverno.
 
A pantacourt segue a mesma linha da saia mídi. Ela termina logo depois do joelho, deixando os tornozelos a amostra. No desfile do Saint Laurent no New York Fashion Week Inverno 2017, a peça apareceu nas passarelas combinada com cintos largos (alerta de trend) e em versões de couro, lã e paetês. Um rock glam total anos 70.




Como moramos em um país tropical e em uma cidade onde verão é a única estação que vivemos no dia a dia, trouxe a peça para mais perto da nossa realidade.
 
Peças com tecidos frescos, leves e fluídos. Por serem peças marcantes você pode abusar na escolha de cores fortes e de estampas. Seja para um encontro com o namorado, um jantar com as amigas ou happy hour com os colegas de trabalho. A peça pode ser usada em diversas ocasiões.
Por ser mais clássica e elegante, a versão de alfaiataria ganha um ar mais chic. Uma ótima opção para o trabalho quando combinada a uma camisa de seda e também um scarpin.

 







Por ser uma peça mais larguinha, volte à atenção para as proporções! Equilibre o volume com a peça de cima. Nesse caso, o top cropped pode ser uma ótima opção. Atenção ao ajuste na parte da cintura, para valorizar a forma do corpo. 
 
Lembre-se que uma boa peça é aquela que valorize as nossas curvas e que nos faça nos sentir bem.
 





Não seria diferente já que o tecido é paixão mundial, mas a peça também ganhou sua versão jeans e em produções total denim. Por falar em uma produção total, tem aquelas mulheres que estão apostando no look monocromático (uma única cor dos pés a cabeça). 
 
Ah! E a calça ganhou até uma versão macacão, ideal para aquele evento na hora do almoço que pede uma produção mais arrumadinha.

 






 

Uma blogueira que é adepta a peça é a Luisa Accorsi do blog Sonhos de Crepom comprovando que as baixinhas podem e devem até se jogar na peça. A atenção deve estar voltada na escolha de uma calça com um recorte mais rente aos pés acompanhado de um bom salto alto.




E aí gente hot or not? Vocês usariam?










Beatriz Oliveira é farofeira e apaixonada pelo mundo da moda.
Quer mais dicas sobre como montar looks incríveis? Escreva para farofaculturalribeirao@gmail.com
 

17 mar/16

Quem é você ?

postado por Juliana Sfair

Quem é você quando tira a máscara que usa para sobreviver na sociedade.
Quem é você quando está sozinha (o) no quarto e não precisa de poses, sorrisos, roupas de grife e maquiagem?
Quem é você no congestionamento onde todos possuem o mesmo desejo: chegar. Chegar em casa, no trabalho, no restaurante, no shopping, na vida de outra pessoa.
Quem é você que quando tira o salto alto e não precisa mais representar o papel de “Bonequinha de Luxo”?
Qual o seu grau de lucidez dentro de um sistema que torna as relações frias, onde ninguém ouve ninguém? 
Pare, observe, sinta, ouça, silencie. 



Juliana Sfair
Atriz e Escritora

09 mar/16

Inteligência Emocional

postado por Juliana Sfair

Atualmente a busca por resultados principalmente no ambiente corporativo acaba gerando um desequilíbrio emocional e com isso afetando não somente a vida profissional como a pessoal. A inteligência emocional faz uma pausa nesse conflito e nos permite pensar com mais clareza sobre um determinado problema e consequentemente sua solução. A inteligência emocional é uma forte aliada também na convivência com os colegas de trabalho. Pense, respire, não seja impulsivo, seja estratégico, racional. Dessa forma conseguirá avaliar seu comportamento e dos demais sem perder o controle. Não adoeça, cuido do seu corpo que é o seu templo.




Juliana Sfair
Atriz e Escritora

07 mar/16

Crítica Filme A Bruxa

postado por Mateus Barbassa




O medo do desconhecido, daquilo que não pode ser nomeado, sempre acompanhou a história da humanidade. Tudo o que não compreendemos em nós ou nos outros jogamos para a ordem do espiritual, do além, do binômio Deus/Diabo. Essa também sempre foi uma importante ferramenta de dominação. Quer dominar alguém? Impinja medo nessa pessoa. Nada mais fácil. E se quer que o serviço seja ainda mais bem feito, faça isso desde criança. Daí, que somos criados por essa cultura do medo de maneira eficiente desde a mais tenra infância. Os contos de fadas são o primeiro contato com esse universo. Em sua quase totalidade os contos revelam um caráter pedagógico extremamente nefasto, reforçando padrões morais que punem os transgressores, além de construir generalizações sobre o que é masculino e feminino ou de bem e mal. A apresentação desses conceitos na infância visa um só objetivo que não tem nada de lúdico: DOMÍNIO. Sim. Domínio de corpos e mentes. Formatações para a vida adulta, digamos assim. E é aqui que a repressão, esse velho padrão moral é alicerçado. E uma figura surge como agente catalisador disso tudo: a BRUXA. Feia. Invejosa. Ardilosa. Má. Ela é a personificação de tudo o que é ruim. Mas é também quem movimenta a história. Vem daí seu extremo fascínio. Medo e curiosidade são sensações muito próximas. E esse aprendizado é levado para vida adulta. As novelas, as igrejas e os filmes de terror se alimentam dessa sedução infantil.

“Comerás livremente o fruto de qualquer espécie de árvore que está no jardim; contudo, não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comeres, com toda a certeza morrerás!”
 
A retroalimentação existente entre os sentimentos de medo e curiosidade desencadeia uma outra ideia igualmente poderosa: A Necessidade de Salvação. Pronto! Trabalho Concluído com Sucesso. Estamos inseridos no contexto de dominação.

”Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”



Fiz esse prólogo um pouco extenso (reconheço) para falar sobre o filme “A Bruxa” que está em cartaz nos cinemas brasileiros e que está fazendo um grande sucesso pelo mundo afora. Dirigido pelo estreante Robert Eggers, “A Bruxa” fala sobre esse estado de torpor diante do inominável, representado aqui pela natureza, animais e na figura da menina prestes a transformar-se em mulher. O filme que está vendido por uma agressiva campanha de marketing como sendo de terror, está mais para uma espécie de pesadelo contemporâneo. Sim. Apesar de se passar em 1630, a obra nos diz muito sobre nossa contemporaneidade. A figura da mulher que sempre foi relegada/omitida/oprimida/criminalizada surge aqui como poderosa metáfora do medo que o desconhecido provoca. A religiosidade, solução criada para tamponar o pavor diante da não compreensão, revela-se um instrumento de histeria coletiva, onde já não é mais possível nomear o que acontece. O que é real? O que é delírio? Impossível mensurar. A atmosfera de “A Bruxa” é angustiante justamente por isso. A trama nos enreda nesse universo de maneira exemplar. Tudo é construído de maneira sutil. A fotografia escura iluminada apenas por velas ou luz do dia, a trilha sonora que perturba e entorpece o entendimento e os sussurros que contrastam com os gritos, coloca-nos diante desse impasse. O que está acontecendo ali? O diretor sabiamente mais insinua do que mostra, “brincando” o tempo todo com a ordem do invisível. Importante salientar que tudo é clivado pela lógica do objeto desejante. É tudo sobre o desejo. Não como potência criativa, mas falta. Desembocando num estado perverso e de putrefação.



”A Bruxa” é uma fábula que problematiza e redimensiona a questão da potência do desejo. “O que você quer?” Essa pergunta é assustadora. Porque exige não uma mera resposta, mas um compromisso com a existência. Fomos ensinados a negar nossos instintos com medo de acabarmos como Branca de Neve com a maçã entalada na garganta. Todo desejo deve ser punido. Ou mais profundamente, todo objeto de desejo deverá sofrer punição. A dimensão sócio-histórica revela-nos o óbvio: a mulher é por excelência mostrada como agente dessa sedução e merece ser penalizada. Ou indo mais longe ainda, todo aquele que não é necessariamente masculino (e aqui se inclui os efeminados, os gays, travestis e transexuais) desregulam a norma e devem ser caçados e punidos. Por esses e muitos outros motivos, “A Bruxa” é um belo e urgente grito de libertação.



Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema
  

02 mar/16

O exato momento

postado por Juliana Sfair

Sinto falta do olho no olho, da atenção, de algum gesto nobre.
A população cresce, as ruas ficam congestionadas,a vida fica numa espécie de limbo,não vejo mais sorriso, vejo cansaço. Qual foi o exato momento em que tudo começou a se perder e ficar mais tenso?
Em qual momento em que o sol reinava forte os seres humanos começaram a sentir os primeiros sintomas de um sistema que engana e adoece corpos e mentes?
Observando as pessoas e perguntando sobre o seu dia consegui identificar sentimentos e preocupações parecidas: medo, culpa, pressa, ansiedade, medo novamente. É o medo que prende e escraviza, mas você precisa lembrar diariamente e repetir que pode ser o que quiser e que é muito mais forte do que dizem.
Talvez ao ler este texto você permaneça na superfície – mas no decorrer do dia ou ao deitar a cabeça no travesseiro em silêncio, espero que reflita sobre o seu potencial.



Juliana Sfair 
Atriz e Escritora