28 set/16

"Divergente" é confirmada como série de TV!

postado por Diogo Branco

Agora está mais do que confirmado: o co-presidente da Lionsgate, Patrick Wachsberger, cedeu uma entrevista à ScreenDaily, onde foi bem objetivo ao relatar que "A Saga Divergente: Ascendente" será uma série de TV, mas sem o elenco original.



Confira a declaração:
"Essa é ua afirmação justa e é nosso plano. A propriedade foi movida para a divisão de TV. O fracasso do último filme nos cinemas comprometeu todos os recursos que precisávamos para fazer a produção necessária que os fãs mereciam".

Os fãs lamentam o fato do elenco ser outro nas telinhas, já que, se fosse produzido um novo filme, o elenco original já estaria confirmado.

E tendo em vista os comentários da protagonista Shailene Woodley e Miles Teller, de que não só eles, mas como todo o elenco havia fechado contrato para um novo filme da série, é fato que agora, pelo tom do que foi dito por Patrick, o elenco original não irá mais retornar.



26 set/16

Gal Costa comemora aniversário de 71 anos com show delicado no festival Satélite 061

postado por Diogo Branco

Gal Costa completou 71 anos fazendo o que a consagrou: cantando. Dona de uma das maiores e mais consagradas vozes do Brasil, a cantora segue inovando e renovando. São projetos atrás de projetos, um melhor que o outro. E sempre foi assim. Segundo o que a baiana disse ainda este mês em entrevista para o Ig, os jovens estão cada vez mais atraídos pela música de outras gerações, como a geração dela. O que explica o fato de alguns grandes sucessos "ressurgirem" com o tempo, agradando jovens fãs.


Com seu show intimista Espelho d'Água, Gal Costa encerrou com maestria o festival Satelite 061, realizado em Brasília neste fim de semana. A força da voz da intérprete driblou a chuva e soube reanimar o público que parecia um pouco disperso no início da noite deste domingo, 25. Acompanhada só pelo violão de Guilherme Monteiro, a apresentação de Gal não teve bateria eletrônica, percussão, metais, teclados ou efeitos no microfone. O que se tinha ali era uma Gal em sua mais pura essência. A voz, portanto, foi a única protagonista do espetáculo. No dia em que completou 71 anos de idade, a cantora foi recebida com um coro emblemático de "Parabéns Para Você".


Vaca Profana (Caetano Veloso), Negro Amor (Bob Dylan/ versão: Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti) e Tigresa (Caetano Veloso) emocionaram o público e arrancaram boas lágrimas dos mais sensíveis. "Escolhi canções emblemáticas para este show. São canções que sei que os jovens curtem, mas nunca me ouviram cantar", disse Gal. "Agora uma música que eu gravei no meu disco mais ousado da década 1960", disse, antes de apresentar Tuareg, de Jorge Ben Jor.Você Não Entende Nada (Caetano Veloso), Baby(Caetano Veloso) e Meu Nome é Gal(Erasmo/Roberto Carlos) encerraram a performance. Em termos de impacto, Estratosférica poderia ter causado um impacto maior na plateia, já que o show possui uma força mais intensa.

Sobre Gal:
Maria das Graças Costa Penna Burgos, conhecida como Gal Costa, é dona de uma das vozes mais marcantes da MPB. É também uma das musas do Tropicalismo. A baiana, que decidiu ser cantora depois de ouvir João Gilberto, estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros no espetáculo “Nós, por exemplo”, em 22 de agosto de 1964, que também inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Nos discos ela estreou ao lado de Caetano com o LP pós-bossa-novista “Domingo”, de 1967 – durante a carreira deu voz a várias composições do cantor e em entrevista, chegou a declarar que nenhuma outra pessoa compôs para ela,como Caetano. Completando também 51 anos de carreira, a Doce Bárbara já embalou incontáveis noites e festas Brasil afora com suas canções e voz inigualáveis. Para comemorar o aniversário da musa da MPB, relembramos sete momentos “meu nome é Gal” na galeria abaixo.



21 set/16

IFA promove palestras e concurso de moda no 2º Festival da Primavera do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto

postado por Diogo Branco

O IFA – Interior Fashion Arts - promoverá um dia repleto de moda e empreendedorismo durante o Festival da Primavera, realizado pelo Shopping Iguatemi Ribeirão Preto. A programação, que ocorre nesta quinta-feira, 22 de setembro, contará com palestras e um concurso de moda.
O tema “Design – Inspirações e Tendências” abrirá a tarde de atividades, às 16h30, com Juliana Carneiro, designer e consultora do Núcleo de Design e Tecnologia do Couro e do Calçado do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em Franca/SP.
Em seguida, às 17h30, é a vez de Leandro Benites - estilista da marca Ben, docente do Instituto Europeo di Design (IED) e participante da Casa de Criadores (evento lançador de novos estilistas da moda brasileira, que ocorre em São Paulo) -, com “Empreendedorismo e construção de marca”. “Vai ser um bate-papo bem descontraído, dinâmico e divertido, em que falarei sobre o meu processo criativo e o mercado de moda atual”, conta o estilista, que é um dos novos talentos do mercado e vem despontando em semanas de moda.

Novos modelos
Para encerrar a programação do dia será realizada a semi-final do concurso Top Model IFA, às 19h30, quando dos 20 novos modelos, 10 serão escolhidos para disputar a final na passarela do Interior Fashion Arts, de 20 a 22 de outubro, no Centro de Eventos Taiwan.
“Temos o desejo e a preocupação de fomentar o setor da moda no interior paulista. Essa parceria com o Iguatemi é essencial para que possamos contribuir com esse ramo e proporcionar uma bela experiência a Ribeirão e região”, afirma a uma das organizadoras do IFA, Juliana Rangel. Toda a programação tem entrada gratuita e ocorre no Boulevard do Shopping Iguatemi.

IFA – Interior Fashion Arts
Com a proposta de fortalecer o setor no interior paulista, a primeira edição do IFA – Interior Fashion Arts, acontecerá no Centro de Eventos Taiwan envolvendo feira de negócios de marca própria, estilista e atacadista voltada para lojistas e público ligado ao setor, palestras de capacitação, exposição de artes e estilos e desfiles de grandes estilistas locais e nacionais.
Para mais informações e credenciamento para participar do evento, acesse 
www.interiorfashionarts.com.br. A entrada é gratuita. 

 

20 set/16

Café com Bobagem comemora 25 anos com o show de humor “EM BRASÍLIA, 19 HORAS. CAFÉ COM BOBAGEM, AVÓS DO BRASIL”

postado por Juliana Sfair


O Café com Bobagem, tradicional grupo de humor de sucesso há 25 anos, inspirador de muitos novos humoristas e de quadros de sucesso em muitos programas do rádio e TV brasileiros, formado pelos humoristas Oscar Pardini, Zé Américo, Ivan do Oliveira, Ênio Vivona, Robson Bailarino e René Vanordem, apresenta o show “Em Brasília 19 horas. Café com Bobagem, avós do Brasil” em 30/09 e 01/10, no Teatro Municipal de Ribeirão Preto. Depois de baterem o record de publico no teatro Bradesco, SP, com mais de 1.500 pessoas e centenas que não puderam entrar, eles chegam para quem quiser conferir em Riberão Preto, porque já inspiraram tantos programas e quadros de humor, além de novos humoristas em todo o Brasil.
Com 25 anos de história e sucesso no teatro, rádio e televisão, e um trabalho precurssor e que até hoje se renova cada vez mais, com criatividade e originalidade a cada dia, o Café com Bobagem tornou-se referencial quando o assunto é humor e tendência. Desta vez, o grupo inova e apresenta o show no formato de General Comedy, reunindo imitações, sátiras, piadas, paródias e muita interação com a plateia.



Nenhum outro show de humor oferece ao mesmo tempo, uma variedade tão grande e contagiante de estilos de fazer rir.  Temas do cotidiano, fatos e dificuldades das pessoas no dia-a-dia, esporte, política, economia e outros assuntos fazem com que as risadas rolem soltas pelo teatro, agradando diversos tipos de públicos e de todas as idades.
Todos os integrantes do grupo fazem parte do quadro fixo de humoristas da Praça é Nossa, exceto Robson Bailarino que faz parte da Rede Record de Televisão. Também apresentam o programa Café com Bobagem, na Transcontinental 104,7 FM, de 2a a 6a das 17 ás 19h, horário em que são lideres de audiencia em Sampa.  Nos shows, os humoristas se revezam entre si. Imperdível não ver de pertinho os considerados “Mestres do Humor” que, há mais de 25 anos, são referência e inspiração de tantos profissionais no mercado brasileiro.  Ao final do show, presença confirmada daquele que o grupo chama de “O maior de todos” e cujo nome, a pedido do próprio, será mantido até lá sob sigilo por questões de segurança.  O grupo convida os adeptos do bom humor, para seguí-los em sua página no facebook, que é Café com Bobagem, Humor e+.




15 set/16

Tá grande! Tá cool!

postado por Beatriz Oliveira

Nada de peças grudadas, a tendência agora é usar uma numeração maior! O tamanho oversized ganhou as ruas, mas ainda tem gente torcendo o nariz para essas produções.


Você tem receios de usar o tamanho? Comece combinando peças largas com peças secas. No caso de peça de cima grande junto peça de baixo grande, não se esqueça de marcar a cintura para dar aquela afinada na silhueta!
 


Mas tá, quero falar de uma peça que não tem erro e que você vai adorar e abusar muito! O jeans é democrático e amado por todos, uma jaqueta jeans é uma peça coringa, agora, uma jaqueta jeans oversized é para causar mini ataques de coração por pura paixão HAHAHA







Com shorts, com calças, saias ou vestidos. Dá para montar looks tanto para o dia quanto para a noite. Nos dias do verão, claro, nós deixamos ela de lado, principalmente Ribeirão que é uma cidade extremamente quente, mas dá para usar em uma tarde fresquinha. Já no inverno, você pode usar sobreposições com tricôs e malhas.







Básico, romântico, street, rocker, dá para montar produções de vários estilos. Só escolher o que combina mais com você.

Onde eu posso encontrar? Calma! É mais fácil do que você imagina. Nada de correr de uma loja em outra, você pode roubar a jaqueta do armário do seu pai, do namorado, do primo, do irmão ou do amigo. Ou você pode ir até um brechó!

 








Ah! Já sabe né? Montou um look com a peça? Manda sua foto para colocarmos na página do Farofa!






Beatriz Oliveira é farofeira e apaixonada pelo mundo da moda.
Quer mais dicas sobre como montar looks incríveis? Escreva para farofaculturalribeirao@gmail.com

 

14 set/16

Céline Dion lança "Recovering"

postado por Diogo Branco

Nova música de Céline Dion é homenagem ao seu marido René Angélil, que faleceu em janeiro após perder a batalha para um câncer na garganta.



Em janeiro deste ano, o mundo da música de comoveu com o triste luto de Céline Dion. Ela, que havia perdido o marido após uma longa batalha contra um câncer na garganta, perdeu seu irmão poucos dias depois, pela mesma doença.

A faixa descreve Céline se recompondo após sua perda. A cantora já havia falado sobre a faixa antes, dizendo "A vida é linda e quero acreditar que René tem uma vida após esta aqui, em que ele não sofre mais".

A música fará parte do seu próximo álbum em inglês, o primeiro desde Loved Me Back to Life, de 2013, que teve a colaboração de Ne Yo e Sia.

"Recovering" foi composta pela cantora P!nk, que recentemente falou sobre a composição em uma entrevista à Entertainment Weekly: "Céline é como uma lâmpada mágica, andando por aí emanando luz. Quis ouvir a alma dela. É incrível e compor para ela é uma das maiores honras da minha vida".

Ouça "Recovering":



Do autor: Céline é e continuará sendo uma das maiores vozes do mundo. Ela não se nivela por baixo, nem se contenta com pouco. Dona de uma voz irretocável, potente, que toca fundo a alma do ouvinte. Ela foi a precursora de todas essas laureadas vozes que estamos acostumados a escutar na atualidade, e é fonte de inspiração constante pela sua genialidade e talento. A música "Recovering", pelo que pesquisei, teve aceitação unânime pela crítica, carregando dramaticidade, especialmente por retratar um triste episódio vivido pela cantora logo no início deste ano. Céline sabe ser reporter de seu tempo, e usa sua arte também para acrescentar memória emotiva à vida das pessoas. O grande público, que a conhece especialmente pelas faixas de sucesso como "My Heart Will Go On", trilha sonora do filme Titanic; "The Power Of Love", "Because You Loved Me" e "I'm Alive", deveria conhecer todas as músicas desta consagrada cantora. Premiada com frequência, a artista não se afastou dos palcos este ano, mesmo após os tristes episódios, e acredita que o contato com seu público tenha dado forças para continuar.








Diogo Branco

14 set/16

MÃE SÓ HÁ UMA - Crítica de Filme

postado por Mateus Barbassa



“Qual o limite para não te perder? (...) De quantas formas você quer que a gente te perca?”


Se em “Que Horas Ela Volta?”, Anna Muylaert concebe um filme absolutamente emocional. Aqui em “Mãe Só Há Uma” pega um caminho oposto. Talvez porque o enredo seja quase novelesco. Não sei. O fato é que aqui a coisa é mais palpável. Corpórea, eu diria. Corpos que se repelem. Corpos que se amam. Que quase se tocam. Que lutam entre si. Corpos que desejam. Corpos que não aceitam a normatividade supersocial. Que questionam rótulos. Pierre é um adolescente de 17 anos que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que foi roubado quando era um bebê pela mulher que se diz ser sua mãe. Começa aqui a trajetória desses corpos desejantes. Um “Quadrilha” de Drummond hipercontemporâneo. Começa com o desejo de Aracy de ser mãe. No filme não fica claro por qual motivo ela rouba não só Pierre como também uma outra menina. Talvez ela tenha querido muito ser mãe e não conseguiu. Mas por que roubar e não adotar crianças? Ela deseja ser mãe ou é uma psicopata sem coração? A motivação importa menos aqui. O que importa é o desejo. E como Deleuze “descobriu” somos máquinas desejantes. E se assim é, todos somos máquinas ou ainda tudo é máquina. E o útero nada mais que uma máquina de fazer bebês. E o que fazer quando essa máquina falha? Quando nosso desejo é frustrado? Talvez Aracy queira acreditar em sua própria mentira. Talvez tantas coisas. E Muylaert acerta em não fechar nenhuma questão.

A questão do desejo também passa pelo desesperos dos pais biológicos em encontrar esse filho sequestrado, de receber dele o carinho roubado durante anos. Mas é aqui que entra toda construção social da sociedade. Como sempre são esperadas algumas condutas socialmente aceitas daquele filho. Pierre é como se fosse um bebê para eles. E novamente o desejo acaba em frustração. Pierre é um garoto com uma sexualidade fluida. Passa batom. Usa calcinha. Vestidos. Pinta as unhas. Transa com mulheres. Beija homens. Em suma, não se encaixa nos gêneros heteronormativos. Judith Butler em seus estudos sobre a Teoria Queer escreveu que mesmo antes de um corpo vir ao mundo ele já é marcado por um gênero denominado inteligível e toda expectativa dos pais e da sociedade viriam daí. Toda a performance esperada pelos pais biológicos de Pierre é essencialmente masculina. Querem que ele goste de futebol, de boliche, de camisa social. Será através da reiteração de atos contrários ao esperado que o garoto vai reconstruindo sua sexualidade. Que é só dele. E essencialmente corpórea e “falha” aos olhos da sociedade. Se tudo para Deleuze é produção, os corpos criam e negam identidade. Identidade aqui em todos os sentidos. Não só de gênero. Quem é aquele garoto agora? Quais são seus referências e afetos se dele foi roubado tudo? E por isso que as perguntas do pai que abre esse texto são tão fortes. Porque a gente quer segurança. A sociedade exige isso. Mas viver é inseguro. Não há segurança nenhuma. Nunca houve. Nem haverá. Tudo porque não existem certezas. E é aqui o maior acerto do filme. Tudo é líquido. Só o afeto construído que não. É ele quem faz com que Pierre tenha vontade de reencontrar a mãe que o roubou ou a irmã que também foi entregue a família biológica? Ou ele também desejaria a segurança de outrora? Ou ao desejar algo que não seja real, ele estaria julgando como insuficiente sua atual realidade? Novamente perguntas que ficam em aberto. Expectativas frustradas também nossas. Talvez inconscientemente também almejamos o novelesco, a fábula. Assim fomos educados. Por isso é tão brilhante que a diretora frustre com quase todas nossas expectativas. Ao negarmos o real, impedimos que o desejo produza novos arranjos. E todos os personagens do filme caem nisso. Há uma cena simbólica nesse sentido. O irmão biológico de Pierre está na escola, é hora do recreio, dois amigos incitam-no a falar com a garota de quem ele aparentemente está gostando. Ele toma coragem e vai. Eles conversam um pouco e garota logo sai. Dizendo não querer ser vista com ele, porque os outros iriam caçoar dela. O garoto fica sozinho no banco. E outra garota senta ali. Eles conversam um pouco. Ela aparentemente gosta dele. Ele abandona a garota com a mesma desculpa que recebera momentos antes. A garota fica sozinha. E chama por um amigo dele. O Amigo senta. Eles conversam. O garoto aparentemente gosta dela. E assim vai... Esse é só um exemplo, mas é recorrente esse estado de desejo como falta quase lacaniana.

Pierre até o momento de ser arrancado de sua vida, agia nesse sentido: produzindo, desestruturando, negando os discursos normativos e as relações de poder. Mas ao se instalar naquela outra casa, algo morre. Metáfora perfeita para o nascimento de uma criança. Que quando nasce já vem ao mundo com uma série de planos dos outros. É isso que fazemos com todos os bebês. Matamos! Matamos seus potenciais! Matamos sua originalidade! Triste! O que pode salvar alguma coisa é ainda a capacidade revolucionária que os corpos possuem de se buscarem, de se quererem. O que pode salvar alguma coisa é o toque e o afeto entre dois quase desconhecidos. Mas não seríamos todos nós desconhecidos não só dos outros, mas, sobretudo, de si mesmos?




Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema

12 set/16

Plataformas

postado por Juliana Sfair


Todos os caminhos, estradas, cidades, lugares, mundos internos.

A atmosfera dos aeroportos, rodoviárias e portos é um misto de alegria e dor, choro e riso, tem todo o encanto pois também é livre.
Quantas histórias! É a vida que acontece nesses lugares, é movimento.
A hora em que cada um pegou uma direção carregando suas sacolas com livros, eu vi como uma cena de filme e doeu.
Doeu porque não era uma cena escrita por mim, ninguém gritou: corta! A cena da vida real continuou e eu não queria descer as escadas, deixar as pessoas que vieram ao meu encontro naquela cidade imensa e que fizeram o meu dia extremamente feliz.
Considero raros os encontros intelectuais e de almas, o olhar que vai além do superficial. Olhar o outro, entende? Olhar para o outro e pensar que ele também possuiu cicatrizes, um amor platônico ou não correspondido, ou não tem um amor.
Acredito que cada vida possui uma narrativa psicológica interessante que ainda não foi escrita.
A vida na sua essência, a vida de pequenos erros e acertos e sentimentos confusos é mais bonita porque ninguém consegue editar.
Você pode dizer: louca! Respondo: Eu vivo sem medo da minha escuridão, meu espelho - não tenho o script das mil e uma noites de sucesso e sorrisos; e você também não.
Desde muito cedo entendi que a vida era maior do que o mundinho que construí, pressentia que aos olhos dos outros seria estranho sair por aí – mas também sempre soube que inércia não faz vida virar filme e zona de conforto nunca te fará viver emoções.
A vida é urgente em todas as plataformas.



Juliana
Atriz e Escritora


12 set/16

AQUARIUS - Crítica do Filme

postado por Mateus Barbassa

“Que tempos são estes, em que temos de defender o óbvio?”
Bertolt Brech
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É impossível assistir “Aquarius” sem pensar nas características de quem possui esse signo no zodíaco. Os aquarianos são libertários e gostam de ser diferente. São daqueles que quando estão todos indo para uma direção, eles vão pra outro lado. Detestam ser iguais. Adoram ser do contra. São rebeldes. Assim é Clara. A protagonista do filme. Clara é tudo isso e muito mais. É uma personagem e tanto. Cravada para os nossos tempos atuais. Clara é resistência. Mas sem perder a ternura. Jamais. É um filme sobre afetos. Sobre a memória. Clara é resiliente. Essa é sua característica principal. Ela não se dobra. Não é boazinha. Não é servil. Ao longo da obra, acompanhamo-la num périplo muito pessoal. Ela só quer continuar morando em seu apartamento de frente para o mar. Ouvindo seus discos de vinil. O problema é que uma construtora comprou todos os outros apartamentos e pretende erguer ali um daqueles mega empreendimentos. Clara recusa todas as propostas e investidas. Como uma espécie contemporânea de Bartleby de Melville responde que “preferiria não”, e por isso, sofrerá as conseqüências. Claro que essas conseqüências nunca se dão no plano da violência física, mas num território absolutamente simbólico. Daí que é muito importante destacar que a maioria dessas violências é praticada por um garoto, neto do dono da empreiteira. Rapaz bonito, cordial, educado no exterior e com um sorriso sempre estampado no rosto. O filme é sobre esses dois Brasis. Diego é um personagem-símbolo assim como Clara. Para Diego não basta apenas ser rico. Ele tem que ostentar. Tem que empreender. E por mais que nossa sociedade seja notoriamente injusta, acredita no mérito pessoal. Ele é o típico filho do dono. E é exatamente por isso que as violências sofridas por Clara nunca se dão fisicamente. Diego acredita no convencimento. A reprodução de toda espécie de privilégio e injustiça social depende dessa legitimação. Numa sociedade capitalista como a nossa, importa mais aparentar ser uma coisa do que ser a coisa propriamente dita. Sim. A tal Sociedade do Espetáculo descrita pelo filósofo francês Guy Debord.
 
”Importa mais do que tudo a imagem, a aparência, a exibição. A ostentação do consumo vale mais que o próprio consumo. O reino do capital fictício atinge o máximo de amplitude ao exigir que a vida se torne ficção de vida. A alienação do ser toma o lugar do próprio ser. A aparência se impõe por cima da existência.”
 
E isso tudo o filme retrata muito bem. O controle da situação está nas mãos de uns poucos que dominam não só o mercado, mas também o campo político e, sobretudo, jornais, editoras, emissoras de televisão, universidades e tribunais. O professor Jessé Souza escreve em seu livro "A Tolice da Inteligência Brasileira" que é o sequestro da imensa maioria dos intelectuais brasileiros pelos donos do poder que cria o clima ideal para o convencimento, legitimação e manutenção das injustiças sociais.
 
"A dominação social material e concreta de todos os dias só efetiva e tende a se eternizar se é capaz de se "justificar" e convencer. E produzir "convencimento" é precisamente o trabalho dos intelectuais no mundo moderno, substituindo os padres e religiosos do passado”.
 
Preste atenção em toda a dinâmica das relações sociais dos poderosos no filme. É sempre o fulano que é filho ou neto de alguém que trabalha nas empresas do pai ou do avô. Essa visão patrimonialista é a gênese de toda desigualdade no nosso país. Aqui é tudo meio misturado. E todas as relações parecem uma extensão de nossa casa. Aqui pra tudo se dá um jeitinho. Diego é o representante desse tipinho desprezível. São os donos do mundo. Aqueles para quem parece não existir nenhuma lei e nenhum impedimento. Outro personagem sintomático nesse sentido é a empregada de Clara cujo filho morreu vítima de um atropelamento e ninguém fez nada. De quantas injustiças como essa é feito o nosso país?  Mas esquecemos com a mesma facilidade que fingimos nos comover. O sistema exige isso. Seja produtivo. Não pense. Trabalhe. Não sinta. Trabalhe. Não ame. Trabalhe. Pra quê? Para manter as coisas como elas são.

O diretor Kleber Mendonça Filho toca o dedo na ferida de nossas raízes e mazelas mais brasileiras. E por isso Clara é tão importante. Somos tão fascinados pelo novo. Já não temos nenhuma memória. Formamos uma legião de desmemoriados. E bregas até o talo. Colonizados até a alma. O nome do suposto novo edifício não deixa nenhuma dúvida disso. Mais do que a capacidade de resistir, o que mais impressiona em Clara é fazer tudo isso com amor e curiosidade. Ela não rejeita o futuro. Seu tempo é o hoje, o agora. Só que isso não significa ter quer abrir mão de sua visão de mundo, de sua experiência. Temos muito que aprender com ela. 



Mateus Barbassa é ator, diretor teatral e crítico de cinema

12 set/16

Projeto Conviver, com foco em ações para a juventude, ganha espaço no RibeirãoShopping

postado por Diogo Branco

O Projeto Conviver, idealizado pelo Instituto Sinapse – Educação pela Cidadania - em parceria com o educador social Elieser Pereira, ganha no dia 15 de setembro um espaço dentro do RibeirãoShopping. O “Espaço Projeto Conviver”, localizado próximo à Praça Central, sediará exposições culturais, coletâneas, documentários de ações e instalações interativas de alunos de escolas estaduais atendidas pelo projeto.

Com ações direcionadas para os jovens, o Projeto Conviver promove encontros, ações socioculturais de arte, cultura e esporte. Através do diálogo com a juventude e com instituições voltadas para este público, a iniciativa busca soluções para falta de espaços de convivência e socialização, contribuindo para a aplicação e criação de políticas públicas para jovens e adolescentes de Ribeirão Preto.

Por meio de oficinas de arte, educação e música, realizadas nas escolas estaduais de Ensino Médio da cidade, o projeto visa motivar jovens a trabalhar em grupos, desenvolvendo apresentações artísticas nas escolas e nos espaços públicos da cidade, além de oferecer visibilidade para jovens talentos.

“Em decorrência de iniciativa inovadora do Ministério Público, através do Núcleo I da Rede de Atuação Protetiva de Direitos Sociais, surgiu proposta de trabalho, que não judicializou a demanda e permitiu o diálogo com a Sociedade Civil e os diversos atores envolvidos , na busca do consenso”, acrescenta o promotor de justiça Naul Felca.

“O ‘Espaço Projeto Conviver’ do RibeirãoShopping irá expor todo o material artístico produzido pelos jovens das escolas e instituições atendidas pelo projeto. Vamos realizar no local exposições de produtos criados pelos jovens, lançamentos de coletânea de poesias produzidas por jovens escritores, instalações interativas e mini documentários de ações do projeto”, destaca o educador social do projeto Elieser Pereira.

Além disso, o espaço reunirá informações de outras iniciativas para benefício da juventude e de locais onde acontecem atividades esportivas, cursos profissionalizantes, encontros e entretenimentos para o público jovem da cidade. O Projeto Conviver tem como parceiros o Ministério Público do Estado de São Paulo, Associação dos Advogados de Ribeirão Preto, Comissão de Direitos Humanos da AARP, Diretoria Regional de Ensino do Estado de São Paulo, a Comissão Arte, Cultura e Educação MP, Coletivo Fuligem, AAMCO – Associação Amigos do Memorial UGT, Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão e Conseg.

A Educação pela Cidadania é uma prática que acontece em vários países do mundo e que vem sendo estruturada conceitualmente no Brasil pelo Instituto Sinapse, por meio do desenvolvimento de projetos sociais com estudantes de várias partes do Brasil.

12 set/16

Kilotones lança álbum Campo Minado

postado por Diogo Branco

Com um pensamento “fora da caixa” e o processo criativo baseado na desconstrução de pré-conceitos, a Kilotones chega com o pé na porta e apresenta seu álbum de estreia Campo Minado. A banda lança o CD no dia 22 de setembro, no Galpão de Eventos do SESC Ribeirão, às 20h30, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.



No show de lançamento, a Kilotones contará com a participação de Léo Ramos e Paulo Vaz, músicos da Supercombo. O disco foi produzido por Paulo Vaz e gravado nos estúdios da Lua Nova, em São Paulo, com mixagem de Léo Ramos e Fernando Martínez.
O conceito desse trabalho foi baseado na questão da visão, do questionamento sobre como é preciso enxergar a própria situação dentro do ambiente que se está inserido. A capa do disco e toda arte visual segue essa mesma linha e traz de forma subliminar a questão de que os olhos podem ver e até onde os sentidos podem nos levar. O nome Campo Minado foi baseado em uma pessoa cega que está caminhando no escuro sem saber o que a espera à frente.
Formada pelos irmãos AJ Barrionovo (vocalista e baixista), JP Barrinovo (guitarrista) e Pedro Barrionovo (baterista), a Kilotones não teve medo de ousar na criação. Com combinações de timbres, afinações alternativas para guitarra, batidas e tambores pulsantes, contratempos inesperados, baixos com distorções e uma voz “rasgada” e suave ao mesmo tempo, o trio buscou sair do que é convencional. “Juntos com nosso produtor, descobrimos que o esquisito era o que buscávamos de legal, o que incomoda é o que faz parte do rock, tanto na letra quanto nas harmonias dissonantes”, afirma Pedro Barrionovo.
O álbum é composto pelas faixas Maquinomania, Estado Líquido, Guarda-Chuva, Pé na Porta, Ferrugem e Campo Minado – mesmo nome do cd. A canção Pé na Porta será a primeira música de trabalho e terá, ainda no mês de setembro, um clipe a ser lançado pela internet e redes sociais. “Procuramos fazer um trabalho autêntico, mais atentos ao que está a nosso redor e olhando menos para o passado”, apresenta JP.
O vocalista AJ Barrionovo acrescenta que Pé na Porta fala da libertação das pessoas – um alerta para se desprenderem daquilo que não é necessário. “Esse é um disco muito dinâmico, que traz uma mensagem de recomeço. Nós o fizemos pensando na mensagem que ele iria passar para as pessoas e como isso tudo iria soar ao vivo”.
 
Peso das notas
O nome da banda foi inspirado na unidade de medida de energia Kiloton. Um Kiloton equivale à energia liberada por uma explosão de mil toneladas de TNT. “Como procurávamos expressar um som forte e contemporâneo, escolhemos um nome que sintetizasse a intensidade do processo de composição até a performance ao vivo. Kilotones foi unânime”, completa JP.
 
SERVIÇO:
O que: Lançamento do CD Campo Minado – Show com Kilotones
Data:  22/9, quinta, às 20h30
Local: Galpão de Eventos/Sesc Ribeirão. 400 lugares.
Classificação: 16 anos. Obs. Menores de 16 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de 18
Ingressos:
R$ 17,00 (Inteira).
R$ 8,50 (Aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e
R$ 5,00 (Trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes - Credencial Plena).

12 set/16

Diogo Branco Martins

postado por Diogo Branco

Diogo Branco
Diogo Branco 

09 set/16

"Soturnos e Latindo Alto": Novo espetáculo da trupe Os Profiçççionais

postado por Diogo Branco

A Trupe de Circo e Teatro Os Profiçççionais estreou em Agosto um novo espetáculo, que tem como ponto de partida o desejo de fazer do espaço urbano um campo de experimentação artística. “Soturnos e Latindo Alto” será apresentado, de forma gratuita, no dia 10 de Setembro em Ribeirão Preto. Indicação 18 anos. Menores de idades podem comparecer, se acompanhados de responsável.



Para assistir ao espetáculo, será disponibilizado micro-ônibus para transporte gratuito, ida e volta, com saída da Rua José Bonifácio, 59, centro, meia hora antes do início da peça. 

É necessário confirmar presença no evento do facebook. Clique
aqui para ter acesso à página do evento.

O espetáculo é itinerante e segue um percurso de aproximadamente 1.000m.

Serão compartilhadas com o público experiências reais do grupo Os Profiçççionais e do diretor, Fausto Ribeiro, com os habitantes de bairros da cidade de ribeirão preto.

O espetáculo narra a experiência de três palhaços que invadem na calada da noite a cidade e realizam sua “despedida final”. O palco são ruas da cidade de Ribeirão Preto, que são rodeadas de indústrias e de pessoas invisíveis. À medida que a peça/experiência segue seu percurso pelas ruas e casas, nota-se o quanto alguns habitantes da cidade estão desprovidos do olhar do Estado, ou melhor, como foram esquecidos por ele. 

As apresentações contam com apoio do Governo do Estado de São Paulo; Secretaria de Estado de Cultura - Prêmio de Ação Cultural (ProAC) – 2015.

SERVIÇO
Espetáculo: “Soturnos e Latindo Alto”
Dia: 10 de Setembro
Horário de saída do microônibus: 18h30 
Classificação: 18 anos. Menores de idades podem comparecer, se acompanhados de responsável.
Obrigatório o uso do micro-ônibus.
Pornto de encontro de saída: Rua José Bonifácio, 59, centro

08 set/16

Juliana Sfair na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

postado por Juliana Sfair

Sábado estive na Bienal do Livro de SP no Pavilhão do Anhembi, visitei o estande da Editora All Print pela qual lancei o meu primeiro livro, "Adorável Pecadora". Encontrei amigos de São Paulo e Ribeirão, fiz novos amigos também.
A Bienal contou com uma excelente organização, muitas pessoas direcionando as entradas, as bilheterias e os credenciamentos.
Cheguei por volta das 12h e saí do Pavilhão depois das 20h, foi um dia incrível e inesquecível.





Mara Senna, escritora de Ribeirão Preto visitou o estande:



Juliana Sfair com seu amigo, o Jornalista de São Paulo Ivan Torraca e o Poeta Cordelista Varneci Nascimento:




Mometos Especiais:



Juliana Sfair e Priscila, da editora All Print:



Realização: 




07 set/16

Onde Vamos Invadir Agora? - Crítica de Filme

postado por Mateus Barbassa



“Onde Vamos Invadir Agora?” é um legítimo filme de Michael Moore. Só que mais amadurecido, mas não se engane, o olhar sarcástico para o estilo americano de vida continua ali. Só que dessa vez, há uma importante mudança. Moore não mais mostra as vicissitudes da sociedade americana, mas opta por “invadir” vários países e “roubar” deles boas ideias para alguns problemas dos EUA. É uma grande sacada, pois brinca com a sanha americana por dominar o mundo. E é assim que o filme é levado quase que o tempo todo. É uma grande tiração de sarro, mas ao mesmo tempo, é muito sério. O que mais impressiona no documentário é que as ideias dos outros países para enfrentar velhos “problemas” dos EUA são bastante simples. Não há soluções mágicas. O que existe é apenas um olhar atento para o humano, para o coletivo. A dignidade humana deve ser respeitada em todas as esferas da sociedade. E nesse ponto que nós, brasileiros, podemos ver que somos uma versão piorada dos americanos. Nosso complexo de vira-lata faz com que copiemos até mesmo os erros americanos. O que Moore descobre ao invadir lugares como Alemanha, França, Eslovénia, Noruega, Islândia, Itália ou Portugal é que é possível sim um outro tratamento para assuntos como educação, saúde, trabalho e assuntos “polêmicos” como descriminalização do aborto, despenalização do consumo de drogas, tratamento digno aos presos, corrupção, redistribuição de rendas, igualdade de gêneros e tantos outros. Tudo muito simples. Tudo perfeitamente aplicável em qualquer outro lugar do mundo. Por que então isso não é feito? Ora, cada país possui um contexto sociológico e é aí que o bicho pega. E é aqui também o maior Calcanhar de Aquiles do filme. Esses aspectos não são levados em conta pelo diretor. No entanto, algo fica muito claro em toda a filmografia de Moore, a idealização dos Estados Unidos como terra das oportunidades, da liberdade e da justiça social é à base de todos os problemas elencados pelo diretor. E é justamente essa imagem idealizada da sociedade americana que faz com que países como o Brasil copie esse pensamento liberal. A responsabilização do individuo pelo sucesso ou fracasso de sua vida é uma terrível violência simbólica que passa despercebida nesse tipo de sociedade. É justamente da aceitação dessa espécie de violência que brotam todos os outros problemas. O Calcanhar de Aquiles de Michael Moore é também esse. Ao não levar em conta as devidas contextualizações de cada país, seu filme cai por vezes num simplismo barato. Mas é aqui que o cinismo e a figura do cineasta ajudam a contar essa história. No final das contas, Moore é uma representação do americano médio. Um Homer Simpson, obeso, meio decadente, meio bobão, meio cínico. O que fica como reflexão é que precisamos discutir urgentemente como cada sociedade se percebe. Esse é o ponto fundamental. É a estrutura sob a qual cada sociedade constrói seus mitos que fundamenta todas as outras decisões. E isso fica como responsabilidade nossa. Já que Moore esconde esse aspecto em seu documentário.